Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinião

Vamos ao trabalho

14 de Novembro, 2017
Confirmada a contratação do norte-americano Wlliams Voigt, para comandar os destinos da selecção de basquetebol sénior masculina, urge passar ao trabalho e aproveitar o tempo que nos separa do começo das eliminatórias ao Campeonato do Mundo, que se disputa no próximo ano na China. Se existia algum impasse, já está ultrapassado. A questão quanto ao substituto de Manuel Silva \"Gi\", já não se põe.
Sabe-se, que a questão financeira está a ser nos últimos tempos um bicho de \"sete cabeças\" para os gestores desportivos, sobretudo, quando tem contratos com técnicos ou atletas estrangeiros. A direcção da FAB revelou-se segura neste aspecto, que permite concluir não ter condicionalismos que obstaculizem o programa que se exige, para que a equipa possa trabalhar dentro do desejo do corpo técnico.
É certo que a situação financeira do país não é salutar no momento presente, mas é importante que quem tenha responsabilidades acrescidas, como é dirigir uma instituição desportiva de grande dimensão, saiba encontrar alternativas para ao menos remediar as situações. A selecção precisa de fazer estágios, de realizar jogos de controlo quando for necessário, e pode ser constrangedor encontrar obstáculos.
O técnico ora contratado, não precisa de provar nada. É por todos conhecido, deu provas bastas da sua maturidade profissional. Mais do que isso, é ambicioso, gosta de desafios, procura vencê-los. Afinal, ele foi só o responsável do fracasso dos hendecacampeões em 2017 como seleccionador da Nigéria, que se sagrava campeã africana.
Porém, é importante reconhecer, que só a vontade e a determinação do técnico não basta. Será, por esta ordem, preciso aliar a esse desejo outros elementos, tais como, as condições técnicas e materiais que permitam um trabalho isento de contratempos. Se trabalhar assim, podemos ter esperanças numa selecção com eficácia e argumentos competitivos, e capaz de encarar os adversários com mais doses de confiança.
De resto, foi divulgada a convocatória para os compromissos em vista, depois veremos qual o comportamento competitivo da equipa.
À partida, fique claro, ninguém mais espera por um basquetebol sofrível, como o da última selecção. Aliás, às selecções muitas vezes não se exigem apenas vitórias, porque o basquetebol é passível de outros resultados. Mas o basquetebol bonito e de toque, que agrade ao público, mesmo na ausência de vitórias. Infelizmente, a selecção dos últimos tempos, nem isso fazia. Não tinha jogo. As debilidade eram enormes. É este quadro que deve ser corrigido.

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