Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos devagar

19 de Outubro, 2013
Se é verdade que a pressa é inimiga da perfeição, então nada pior do que ir às pressas, sob pena de escolher gato por lebre. É preciso alguma prudência, para que se faça um trabalho de pesquisa sério e responsável que, por sua vez, resulte na escolha de um técnico à altura dos objectivos pretendidos pela Federação Angolana de Futebol.

Depois de se terem perdido todos os comboios, nomeadamente para o campeonato do mundo de 2014 no Brasil e para o CHAN do mesmo ano na África do Sul, pensamos haver todo o tempo para não embarcar em correrias. Tem a FAF o tempo suficiente para, com calma, sondar o mercado interno ou externo e encontrar o seleccionador certo para o lugar certo.

É evidente que em breve começam as eliminatórias ao CAN 2015. E é bom que até lá se tenha a casa arrumada. Ainda assim, há margem de tempo suficiente para se evitar euforias ou escolhas precipitadas. O futebol nacional precisa de corrigir os erros das últimas prestações. Logo, voltar a cair noutro erro era desastroso.

Pensamos que uma das razões, talvez a principal, que levou a FAF a rescindir com Ferrín tem a ver com a medida que convinha tomar para evitar falhar outros objectivos, no caso o Marrocos 2015, tendo o ex-seleccionador acabado de dar provas, “por a+b” de ficar aquém dos objectivos competitivos dos Palancas Negras.

Então há toda a necessidade de se fazerem as coisas com alguma frieza e calculismo. Certo que quem se coloca na parte exterior das quatro paredes da federação, vê as coisas noutra perspectiva. É compreensível. Exige apenas que a vacatura seja preenchida e já.

Devemos dar tempo ao tempo e acreditar que dentro da federação está a ser desenvolvido trabalho no sentido de se encontrar a curto prazo o “novo pastor” dos Palancas Negras. Se as coisas forem bem feitas vamos sair todos a ganhar. Pois, podemos ter um seleccionador que nos devolva a alegria perdida há muito tempo.

O futebol precisa mesmo de um novo sopro de vitalidade. No discurso sobre o estado da Nação, o Presidente da República elogiou os feitos do desporto nacional e do futebol nada disse, sendo isso sinal de que se tem navegado em más águas.

É preciso procurar melhorias e isso passa por políticas bem concebidas, traçadas com cabeça, e nunca à pressa e de forma precipitada. Quanto a erros bastam os que nos deixaram na mó-de-baixo nos últimos tempos. Por tudo isso, fazemos nossas as palavras de Cardoso de Lima, “É preciso serenidade.”

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