Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos trabalhar

07 de Agosto, 2015
O Campeonato Africano de Basquetebol, Tunísia'2015, entrou em contagem decrescente. Menos de duas semanas nos separam da "bola ao ar", e as selecções participantes acertam os últimos detalhes de natureza técnica e táctica em busca do nível de entrosamento aceitável e que lhes permita atingir as metas estabelecidas. À partida, espera-se por uma batalha campal pelo anel dourado. Neste âmbito, o combinado angolano conjuga esforços redobrados, na Espanha onde cumpre a derradeira etapa da sua preparação de modo a alcançar o nível ideal para as obrigações que lhe esperam no palco da prova. Depois dos imprevistos verificados no começo dos trabalhos, que determinaram o afastamento de Olímpio Cipriano e Domingos Bonifácio, ambos por lesão, parece agora pairar um clima de maior alívio e descontracção.

A reintegração do poste Yanik Moreira terá constituído um bálsamo para as dores de Moncho Lopez, que assim vai ter um campo de opções mais alargado, não fosse este atleta o melhor marcador do "cinco" angolano no último campeonato do mundo. Posto isso, o resto será concentrar a atenção no trabalho e mais do que isso depositar maior dose de confiança nos jogadores presentes e esquecer aqueles que ficaram de fora por razões justificadas.

A responsabilidade que pesa sobre o combinado nacional é enorme. Assim é, quando se tem apenas um objectivo, a condição passa a ser muito diferente daqueles que vão ao certame de forma mais relaxada. Ou seja, sem muitas exigências e obrigações, capazes de se contentar apenas com uma excelente prestação, que não belisque o orgulho das nações que representam.

O cenário da prova é outro factor que causa alguma indignação. Nos últimos tempos a Tunísia tem-se revelado numa verdadeira potência basquetebolística a nível do continente africano, quer se refira aos seus clubes, quer se refira à sua selecção. Aliás, para tanto, basta-nos reconhecer que foi a única selecção que obstaculizou em 2011, no Madagáscar, percurso glorioso do nosso seleccionado que vinha de duas décadas. Vai ser, realmente, um campeonato duro, em que não se pode chegar de forma despreparada. Portanto, a selecção precisa preparar e apurar não só a sua condição atlética mas também a sua condição psicológica. Os contratempos vividos devem fazer parte do passado. Os olhos têm de estar virados para frente, para aquilo que se deve fazer, para aquilo que configura os seus objectivos.

De resto, uma selecção que ostenta o título de papão da modalidade em África não se deve assustar perante o potencial dos adversários, sendo que o normal é os adversários se assustarem perante o seu poderio. É esta condição que deve ser convenientemente explorada. É certo que o grupo integra novos rostos, sem uma vasta experiência internacional . Mas a presença dos mais antigos serve exactamente para conferir tranquilidade ao grupo.

Tenhamos crença no trabalho que está a ser desenvolvido. Pelo menos toda informação que envolve a preparação na Espanha é positiva e salutar. E isto nos pode contagiar de esperança numa boa prestação e consequentemente no resultado pretendido. Vamos trabalhar.

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