Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos trabalhar

09 de Dezembro, 2017
Depois de a Fedreação Angolana de Futebol ter apresentado ontem à imprensa do sérvio Sergei Vasiljevic para comandar os destinos da Selecção Nacional de futebol, acabou a pressão que era exercida contra este órgão federativo. Agora é hora de passar para o trabalho, aproveitar o tempo que nos separa do arranque do próximo grande compromisso competitivo, o CHAN\'2018 que já não anda distante.
Aliás, há toda uma necessidade de se imprimir uma nova dinâmica ao nosso futebol a nível de selecção. Não foi em vão que nas suas declarações Artur de Almeida, presidente da Federação Angolana de Futebol tratou de dizer que se pretende entrar para uma nova fase do futebol nacional, lembrando que muitas foram as razões que levaram à definição desta escolha.
evocou os condicionalismos a ver com a transacção cambial como tendo estado na base da aposta num técnico que já trabalha no nosso mercado. Esperamos só que estes mesmos condicionalismo não venham obstaculizar o programa de trabalho que se exige para que a equipa possa trabalhar dentro daquilo que for o desejo do corpo técnico.
Sabe-se, à partida que a escolha não foi fácil. Só assim se explica a demora verificada entre a saída de Beto Bianchi e a chegada deste. De permeio pode ter estado também a condição financeira, pois havia necessidade de se acautelar a situação a ver com o pagamento dos honorários da equipa técnica, ao lugar de cair nele corriqueiro quadro que acaba de opor o contratado ao contratante.
Sabemos que a situação financeira do país nos dias que correm não é salutar, mas é importante que quem tem responsabilidades acrescidas, como é dirigir uma instituição desportiva de grande dimensão saiba encontrar alternativas para ao menos remediar situações. E é o que a FAF acaba de fazer. Porque para lá do pagamento do técnico a selecção vai precisar de condições de trabalho condizentes às suas ambições.
O técnico ora contratado é também ele um homem ambicioso como deixou a entender na sua explanação. Isto também nos enche de esperança nós que contratamos os seus serviços e que esperamos por resultados que venham catapultar o nosso futebol para outro pedestal. Vasiljevic quer mostrar trabalho e resultados.
O técnico deixou a entender que apesar de os objectivos para CHAN serem claros porém a sua ambição como técnico não se esgota nesta competição e já vai fortificando a ideia de trabalhar para qualificar a selecção nacional ao CAN\'2019. Quem fala assim é porque tem vontade de trabalhar com metas definidas.
Porém, convirá reconhecer que só a vontade e a determinação do técnico não bastam. É preciso aliar a este desejo outros elementos, tal como as condições técnicas e materiais que permitam um trabalho isento de contratempos. Se se trabalhar assim podemos ter esperança numa selecção com eficácia e argumentos competitivos, capaz de encarar os adversários em igualdade de circunstâncias.

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