Jornal dos Desportos

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Opinio

Vela olmpica

19 de Janeiro, 2016
Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, representam a manifestação desportiva mundial do ano, que junta os maiores desportistas da actualidade, começam a ganhar corpo a cada dia que passa, principalmente porque em algumas disciplinas desportivas disputam-se provas de qualificação.

Ainda sob um grande clima de suspeição no atletismo, modalidade rainha dos jogos, por causa dos escândalos de corrupção e de doping, com alguns dirigentes da Federação Internacional de Atletismo na mira do forte fogo cruzado, e agora com as denúncias de resultados combinados no ténis, também modalidade olímpica, com alguns dos melhores tenistas mundiais a serem investigados, os Jogos do Rio prometem ser mesmo assim uma grande reunião da família olímpica, na qual os desportistas angolanos vão marcar presença.

Depois do apuramento do andebol feminino, no torneio pré-olímpico disputado em Luanda em que a Selecção Nacional terminou na primeira posição, cumpriu com o objectivo previsto e com a qualificação do nadador Pedro Pinotes, a vela torna-se na terceira modalidade a garantir presença directa nos Jogos Olímpicos.

Os velejadores angolanos, terminaram em segundo lugar, por equipas, no Campeonato Africano realizado na Cidade do Cabo, uma prova ganha pelos anfitriões, mas beneficiaram do facto dos sul-africanos terem o passe para o Rio, antecipadamente, numa outra competição, o que colocou os angolanos na maior cimeira olímpica do ano.

Outras modalidades, ainda estão na corrida, para garantirem o apuramento. O voleibol de praia, medalha de ouro nos Jogos de Brazzaville, está na corrida, bem como o judo, através da atleta Antónia de Fátima que com algumas circuitos internacionais na agenda, pode figurar entre as atletas eleitas para disputar o torneio na respectiva categoria.

Devido a longa costa marítima, Angola tem possibilidades, de potenciar as modalidades aquáticas. Canoagem, vela e remo, apenas para citar estas, têm possibilidades de crescer, se apostar no seu desenvolvimento, em pólos como o Lobito e o Namibe. Particularmente na vela, a qualificação aos Jogos do Rio, é o reconhecimento do trabalho que se faz, que começa na classe de optimist, em que os nossos jovens velejadores mostram o seu talento em provas internacionais.

É certo que ainda há muito trabalho pela frente, mas marcar presença nos jogos ao lado de atletas de nível mundial, vai ser um grande incentivo para os atletas nacionais, particularmente os velejadores, que mais uma vez vão poder mostrar as suas potencialidades ao mundo.

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