Jornal dos Desportos

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Opinio

Vem a a So Silvestre

05 de Novembro, 2018
Apesar do atletismo ser das modalidades mais representativas no nosso mosaico desportivo, não é menos verdade que a sua acção se faça sentir com um maior impacto, quando se chega a esta fase do ano, em que se põe a funcionar a máquina organizadora da tradicional corrida de fim de ano a São Silvestre. Tal quadro, entretanto, não é revelador da falta de actividade competitiva a nível deste desporto, mas resulta, sobretudo, da grandeza que a prova pedestre insere.
É de conhecimento geral, que a nível da Federação angolana da modalidade e das suas Associações, desenvolvem-se acções competitivas regulares, mesmo que na esteira de uma análise realística esteja longe do nível do que se fazia, nas décadas anteriores. Em todo o caso, compreende-se que cada época é uma época e as facilidades de ontem podem não ser as de hoje.
Ainda assim, os homens do atletismo sempre fazem tudo e mais alguma coisa, para mantê-lo vital. De resto, foi face às dificuldades de natureza financeira, que há dois anos assistimos uma São Silvestre pouco expressiva, disputada só por nacionais, perante a indisponibilidade financeira que não permitia convidar corredores estrangeiros, como sempre foi. A prova ficou um pouco aquém da sua marca habitual, do ponto de vista competitivo.
Numa altura em que estamos a um mês da realização de mais uma edição, é notória da parte da direcção de Federação Angolana de Atletismo a conjugação de esforços para devolver à prova deste ano o seu cariz internacional. A São Silvestre de 2018 pode contar com corredores estrangeiros, mas estão a serem ponderados os elementos inerentes à emissão de convites.
Sabe-se, de fonte federativa, que esforços estão a ser desenvolvidos para trazer dois atletas moçambicanos e de outros países africanos, como: Quénia e Etiópia, por exemplo, desde que se obtenham patrocínios, em termos de transporte, que à partida pode vir a ser assegurado pela companhia de bandeira, faltam alguns acertos. A Federação procura outros apoios, que permitam o aumento do valor dos prémios.
Aliás, ao que se sabe, a Confederação Africana de Atletismo pede a Angola, que volte a internacionalizar a corrida, como forma de contar com apoios fora do mercado nacional. Por aí, pode aferir-se, que existe a possibilidade da prova voltar à primeira forma, ainda este ano.
Por tudo isso, aguarda-se com expectativa que as coisas aconteçam, como estão a ser alinhavadas, porque uma prova de cariz internacional é uma coisa, uma doméstica é, naturalmente, outra. Mesmo em termos do historial dos seus vencedores, quem tenha ganho uma prova sem concorrência estrangeira, não se lhe atribui o mesmo prestígio, de quem chegue primeiro à meta, a bater na concorrência destemidas lebres etíopes, quenianas ou eritreias.

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