Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Verdadeira cavalgada

11 de Fevereiro, 2019
Com a vitória de sábado último, sobre o seu principal concorrente, podemos dizer que o 1º de Agosto deu uma boa cavalgada na sua ingente batalha pela revalidação do título. Na verdade, depois deste resultado, as matemáticas do “rubro-negro” ficam mais facilitadas ou isentas de complicadas equações.
É certo que o campeonato só vai a meio, restando ainda uma segunda volta que, em regra, tem muito que se lhe diga. Seja como for, os militares hão-de partir para esta fase mais folgados, ainda que existam, para além do Petro de Luanda, outras equipas que também lhe fazem alguma sombra concorrencial.
Em teoria, o principal concorrente é, sem dúvidas, o “arqui-rival” do Eixo-Viário, por razões sobejamente conhecidas. O Desportivo da Huila, que em abono da verdade vai sendo uma agradável surpresa, pode ter intenções, mas está longe de ser taxado como adversário a altura de fazer finca-pé ao campeão nacional.
Aliás, a segunda volta, que é uma espécie de subida íngreme, pode vir inverter as coisas para algumas equipas, sendo que os huilanos podem, quem sabe, descer alguns lugares na sua ordem classificativa. Podem, é uma condição. Pois, também podem manter o ritmo que vêm evidenciando até ao fim.
A empreitada ficou, realmente, mais complicada para os petrolíferos, para quem o objectivo é único, estando voltado para a conquista do título, na perspectiva de quebrar um jejum, que já vai a caminho de dez anos. Em caso de falhar a presente edição, o rival, caso seja ele a conquistar o título, estará mais próximo do seu recorde.
A diferença que antes era de 15 títulos contra nove, hoje está fixada em 15-12, o que expressa claramente o mau momento que vive o velho papão cá do sítio, uma situação que terá a sua explicação na redução orçamental, que já não permite à direcção fazer o mesmo investimento de outro tempo. Pelo menos é isso que se alega nas hostes do clube.
Mas vamos acreditar, que ainda há metade do campeonato para jogar, e tal como dissemos no começo, o 1º de Agosto apenas facilitou as matemáticas e o Petro complicou-as. Isto não significa que um seja já campeão e o outro tenha jogado a toalha ao tapete. Há muita disputa pela frente, e o Petro pode muito bem recuperar terreno e ir atrás do seu objectivo.
Será, de resto, uma questão de rever bem o que terá estado mal na primeira volta e acertar os detalhes, para um ataque mais eficaz e acertado na segunda volta. A equipa possui argumentos suficientes, para superar eventuais dificuldades que venha encontrar pela frente. Em termos de plantel tem bons valores individuais. É uma questão de saber gerir a crise e lá pode chegar...

Últimas Opinies

  • 17 de Fevereiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    Aproveitamos para encorajar os atletas, à equipa técnica e endereçámos uma palavra directa ao treinador e à Federação.

    Ler mais »

  • 17 de Fevereiro, 2020

    A prata de casa

    Circularam informações nos ‘midias’ e particularmente no nosso jornal, na semana finda, dando conta do possível regresso de Carlos Dinis ao comando técnico da Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina.

    Ler mais »

  • 15 de Fevereiro, 2020

    Grandes focados no topo do Girabola

    Depois de verem gorados os seus intentos de chegarem a última etapa da Liga dos Campeões, mais concretamente nas meias-finais, pela fraca prestação conseguida na fase de grupos desta maior prova da Confederação Africana de Futebol (CAF), 1º de Agosto e Petro de Luanda estão agora focados no Girabola Zap.

    Ler mais »

  • 15 de Fevereiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    Entramos bem. Criamos oportunidades de podermos sair a ganhar nos primeiros 45 minutos, mas não conseguimos porque o nosso meio campo não conseguia transportar a bola para o ataque. Aliás, não é fácil jogar no campo do Desportivo da Huíla.

    Ler mais »

  • 15 de Fevereiro, 2020

    Problemas de sempre

    Em tempo de crise e em que se recomenda o aperto dos cintos, o nosso desporto vai-se revelando como um «parente pobre» do sector.

    Ler mais »

Ver todas »