Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vitria importante

15 de Março, 2014
A importância dada ao jogo está relacionada com aquilo que os militares fizeram até aqui. Em dois jogos, a equipa do Rio Seco consentiu igual número de derrotas, situação anormal para uma equipa que é considerada como uma das crónicas candidatas ao título.

Além do início comprometedor na prova interna, junta-se o afastamento prematuro na prova africana de clubes. Algo inédito na história do clube. Aliás, esta é o pior início de época do clube militar.

Devido a todas estas condicionantes, o jogo desta tarde no Mundunduleno é de capital importância, não só para o clube mas também para o futuro do técnico Daúto Faquirá. Uma nova derrota vai complicar ainda mais a sua situação.

As “chicotadas” surgem como uma solução muitas vezes utilizada pelos clubes para resolver os problemas, quando as equipas tardam a engrenar. Mas nem sempre resultam. Aliás, se trocar de treinador resolvesse os problemas, estamos certos que os presidentes dos clubes o faziam jogo após jogo.

Isto para dizer que o afastamento de Daúto Faquirá, neste momento, não é a melhor solução. Estamos ainda na terceira jornada e a equipa tem tudo para recuperar o terreno perdido e partir para uma época brilhante. Contudo, para que isso aconteça, o 1º de Agosto tem de começar, já hoje, essa reviravolta.

Vencer logo é importante. Iria não só dar um outro ânimo à equipa, como também aumentar os níveis de confiança dos jogadores, além de contribuir para uma maior aproximação dos adeptos à equipa.

César Luis Menotti, romântico de inclinação pragmática, que fez das suas equipas orquestras prontas a fazer brilhar solistas, afirmou que um treinador devia perguntar-se a si próprio o seguinte: “o que é que eu trouxe aos meus jogadores? Que possibilidades de crescimento dei aos meus futebolistas?”.

Daúto Faquirá já se questionou? A pergunta é pertinente porque no Rio Seco o que se fez foi sacrificar os cofres para reforçar o plantel, satisfazendo assim os desejos do técnico. Se na época passada ele encontrou a equipa, este ano ainda não o conseguiu. Tudo foi feito ao pormenor, de acordo com as suas pretensões.

Jogar no “inferno” do Mundunduleno não é fácil. Faquirá tem noção desta realidade. Por isso, e para que o ambiente hostil em relação à sua pessoa amenize, terá de encontrar o antídoto ideal para regressar com os três pontos. Está em causa o seu futuro.

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