Jornal dos Desportos

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Opinio

Vitria amanh um imperativo

08 de Setembro, 2018
Depois de perder na estreia do Grupo I das eliminatórias do Campeonato Africano das Nações (CAN) do próximo ano, nos Camarões, a Selecção Nacional de futebol em honras, volta entrar em acção amanhã. Os Palancas Negras defrontam, a partir das 16h00, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, o Botswana, em desafio pontuável para a segunda jornada do referido grupo e em que a vitória assume-se como um imperativo.
A equipa nacional tswanesa volta, assim, a cruzar o caminho de Angola quatro meses depois, já que em Maio último ambos haviam jogado na África do Sul para a Taça Cosafa e com a vitória a sorrir para equipa adversária.
Apesar disso e o facto de o Botswana se encontrar já em Luanda desde quinta-feira no máximo da sua força, isso não se afigura como algo que pode intimidar os comandados de Srdjan Vasiljevic. Antes pelo contrário, os angolanos têm que procurar provar que são capazes de ultrapassar as adversidades que, eventualmente, cruzam o seu caminho e, mais a mais, pelo facto de jogarem em casa. Por isso mesmo, a vitória é crucial no jogo de amanhã.
Ao que o nosso jornal apurou os tswaneses, que devem actuar neste duelo do 11 de Novembro com uma equipa formada à base de grande parte dos jogadores que actuaram na 18ª edição da Taça Cosafa, disputada na cidade sul-africana de Limpopo, estão na capital do país dispostos a contrariar o “factor casa” dos angolanos.
Entre os esteios da equipa orientada por Major Bright David, que tal com o sérvio Srdjan Vasiljevic, faz hoje o lançamento do jogo do 11 de Novembro em conferência de imprensa, constam o “keeper” Masule, o central Kembue e o lateral-direito Kebaikanye.
Porém, o seleccionador nacional tem, ainda prevista a derradeira sessão de treino de hoje, o ensaio de alguns aspectos cruciais para o jogo com os tswaneses, com realce para a finalização e as transições rápidas da defesa para o ataque.
Resumidamente atitude é o que se recomenda à equipa nacional no jogo de amanhã. O facto de estar nesse momento na última posição do grupo sem pontuar, a par do seu oponente que na estreia também perdeu em Nuaquexote, seu reduto, com a Mauritânia, por 1-0, obriga aos angolanos um esforço redobrado. É uma exigência mínima que se faz ao conjunto depois de perder por 1-3 frente ao Burkina Faso, em Ouagadougou.Aliás, o sérvio Srdjan Vasiljevic e pupilos têm consciência que qualquer outro resultado amanhã que não a vitória pode comprometer as aspirações de Angola neste Grupo I da corrida aos Camarões-2019, que é liderado conjuntamente pelo Burkina Faso e Mauritânia, com três pontos cada.
A conquista dos três pontos para os Palancas frente as Zebras tswanesas é tão importante como se de pão para a boca se tratasse. Nunca é demais lembrar, aqui, que Angola tenta a sua oitava qualificação numa Taça de África das Nações, depois das presenças em 1996 (África do Sul), 1998 (no Burkina Faso), 2006 (Egipto), 2008 (Ghana), 2010 (na prova em que o país organizou), 2012 (co-organizada pelo Gabão e Guiné-Equatorial) e finalmente em 2013 (África do Sul).

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