Jornal dos Desportos

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Opinio

Vitria de Angola

15 de Outubro, 2016
A eleição de Pedro Godinho, presidente da Federação Angolana de Andebol, para o cargo de segundo vice-presidente da Confederação Africana de Andebol no congresso do organismo que decorreu em Malabo, acaba por constituir um grande ganho para o andebol nacional, e por via disso, para o próprio país.

Em termos desportivos, e de organização de eventos, Angola não tem de provar nada. Em feminino, a Selecção Nacional faz jus ao estatuto de equipa mais titulada no continente, e a que melhor referência deixa em competições internacionais, o exemplo mais recente foi a participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em que terminou com um honroso oitavo posto, além das brilhantes participações em Campeonatos do Mundo.

No capítulo de organização de competições africanas, e mesmo de outras, de índole mundial, Angola demonstra todo o poderio organizativo, e o próximo Campeonato Africano sénior feminino que país alberga em Novembro e Dezembro, será apenas o confirmar disso mesmo, com o país assolado por uma forte crise económica.

Diante destes cenários, ter alguém dentro do poder de decisão do órgão que rege o andebol no continente, há muito que se fazia sentir, porque Angola tem muitas e ricas experiências que devem ser passadas aos demais países do continente, que podem ajudar a desenvolver o andebol, em África.

No país, as etapas de crescimento da modalidade estão delineadas, com apostas fortes nos escalões de formação, principalmente, na classe feminina, em que temos clubes fortes como o 1º de Agosto, que neste momento é o grande "papão" do continente a nível do escalão mais alto, além do Petro de Luanda e do Progresso, apenas para citar estes na capital do país, e isso, tem reflexos positivos nos resultados das selecções nacionais.

Como homem do andebol, Pedro Godinho, sente-se como "peixe na água", num organismo que não lhe é estranho, dada a posição que ocupou como membro de uma das suas comissões, a de competições, e certamente, que tudo vai fazer para que a voz de Angola se faça ouvir, mais estridentemente.

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