Jornal dos Desportos

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Opinio

Viva o Girabola

10 de Fevereiro, 2017
Temos Campeonato. O tão esperado Girabola de 2017 abre hoje as cortinas, para gáudio dos amantes do desporto-rei, que deste modo saciam a "fome" de bola que se arrastava desde o ano passado, na edição em que o 1º de Agosto se sagrou campeão e quebrou um jejum de dez anos sem erguer o troféu, numa competição que teve luta renhida até ao fim, com os dois grandes emblemas do país, 1º de Agosto e Petro de Luanda, em disputa.

O Girabola dá esta tarde o pontapé de saída, com o Recreativo do Libolo a baptizar o estreante Santa Rita de Cássia em casa deste, o registo de realce deste Girabola tem a ver com a redução de uma equipas luandenses na prova, isto é, a ausência do Benfica de Luanda.

Com a despromoção do 4 de Abril e do Porcelana, o campeonato deixa de ser jogado no Cuando Cubango e no Cuanza Norte, enquanto a província de Benguela volta a ter duas equipas na prova, com o "regresso" do 1º de Maio, que se junta à Académica do Lobito.

O Leste do país volta a estar bem representado nas três províncias, com representantes, Sagrada Esperança, Lunda Norte, Progresso da Lunda Sul, Bravos do Maquis, Moxico, facto que certamente vai mexer com os adeptos daquelas paragens.

O 1ºde Agosto tem responsabilidades acrescidas, como campeão nacional, mas os militares têm a estreia adiada por força da participação nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões de África.

O campeão perdeu duas das suas principais figuras, Gelson e Ary Papel, a evoluír no futebol luso, após acordo entre o seu clube e o Sporting de Portugal. O seu grande rival de Luanda, Petro Atlético, tem um ataque formado com uma dupla brasileira, os adeptos petrolíferos depositam grandes esperanças no retorno da equipa às conquistas nas competições internas, dado que o título nacional há muito não faz morada naquela galeria.

Interclube e Kabuscorp do Palanca assumem-se como candidato ao título. Se o primeiro tem como reforço de peso, a contratação do treinador Paulo Torres, o conjunto do Palanca optou por manter Romeu Filemon, à frente da equipa técnica.

De resto, em tempo de contenção financeira, grande parte das agremiações desportivas optaram pela preparação caseira, ao contrário do habitual em que preferiam fazer estágios fora do país, alguns sem os resultados que se esperavam.

As limitações financeiras levou a que os clubes não recorressem ao mercado externo nas suas contratações, ao contrário dos anos anteriores. Como se diz na gíria, "quem não tem cão caça com gato", e foi isso, que as direcções do clubes fizeram, adaptaram-se ao momento menos bom que o país vive, em termos financeiros.

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