Jornal dos Desportos

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Opinio

Voto de confiana

04 de Março, 2016
A arbitragem angolana da bola ao cesto volta a merecer confiança das estruturas directivas da Federação Internacional de Basquetebol, com a indicação do árbitro Carlos Júlio para desfilar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, este ano, em que apitar ao lado dos melhores homens do apito a nível do mundo.

Tal facto não é inédito, porquanto Angola já teve o privilégio de ver um árbitro seu nas maiores competições mundiais, entre as quais os Jogos Olímpicos. Soares de Campo, foi o primeiro internacional angolano a merecer o voto de confiança da FIBA, e apitou em três edições dos jogos, concretamente em Barcelona'92, Atlanta'96 e Sydney'2000, o que atesta perfeitamente o quão alto estava na altura o nível do nosso árbitro mais referenciado.

Naquela altura, a bola ao cesto angolana vivia um período de graça, impondo respeito nas competições em que o conjunto nacional participava, como aconteceu nos Jogos Olímpicos de Barcelona, quando silenciou o pavilhão onde decorria o torneio de basquetebol, no jogo com a anfitriã Espanha, quando arrancou uma brilhante vitória por uma diferença de pontos, o que manteve os holofotes mundiais sobre si durante muito tempo.

Dezasseis anos depois da última participação de Soares de Campos, os nossos árbitros voltou à ribalta, e Carlos Júlio tem pela frente um desafio que pode, seguramente, enriquecer o seu currículo.

Angola ainda não tem a sua participação garantida nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O “cinco” nacional vai disputar o torneio pré-olímpico numa primeira fase com a Sérvia, vice-campeão mundial, e a selecção de Porto Rico, após ter falhado a qualificação directa, com a perda do título continental no último Campeonato Africano, em que perdeu com a Nigéria na final, e a sua participação no último Mundial, na Espanha, deixou muito a desejar, mas, ainda assim, com Carlos Júlio presente no Rio de Janeiro, o basquetebol nacional pode voltar a ficar na boca do mundo pela positiva, até porque os nossos árbitros têm sido muito aplaudidos nas provas internacionais.

Em fase descendente da sua carreira, o angolano é o único representante africano do sexo masculino, entre o trio de árbitros do continente indicados pela Fiba-Mundo, onde constam ainda os nomes das juízas Nadege Análise Zouzou, da Costa do Marfim, e Chahinaz Bousta, de Marrocos.

Já na fase descendente da brilhante carreira, iniciada em 1996, Carlos Júlio é um dos mais categorizados árbitros angolanos, a par de Fernando Pacheco "Baganha" e vai apitar pela primeira vez uma edição dos Jogos Olímpicos.

Juiz internacional há 19 anos, Carlos Júlio pretende pendurar o apito em 2017, após o Afrobasket, mas até lá pode continuar a trilhar o caminho dos êxitos na arbitragem, com uma actuação dignificante nos Jogos Olímpicos.

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