Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vu destapado

06 de Março, 2017
Finalmente o véu foi levantado. De tanta gritaria, a Zap acabou ontem por mostrar quanto oferece pelo título do Girabola. São trinta e quatro milhões e quatrocentos mil kwanzas. À parte o peso ou o valor do citado prémio vale pela transparência.

Era, aliás, escusado guardar este segredo, pois não havia como manter entre quatro paredes o segredo. Portanto, fica de uma vez por toda esclarecida a questão do prémio do campeão.

Quanto ao seu valor, acreditamos que estamos longe das despesas que as equipas fazem para conquistar o título. No entanto, melhor este valor do que receber uma taça pura e simplesmente.

Fica também a aberta a concorrência de outros emblemas, interessadas em ter o seu nome a competição. E bom que outras empresas interessadas possam oferecer mais ou melhor a Federação Angolana de Futebol para ficarem com a prova.

Por outro lado, era bom que os clubes ou mesmo a detentora dos direitos televisivos pudesse revelar os valores que os clubes recebem, pois assim ajuda compreender as receitas que o nosso futebol já arrecada e quanto ainda será necessário para equilibrar as receitas e despesas.

Este é o primeiro passo para atrair outros investidores, e ainda para se iniciar o processo de profissionalização que o futebol nacional tanto clama. É com base nessas informações que se poder dar o salto para a liga. Sabemos para já que os prémios não são as únicas receitas que sustentam o futebol, em Angola como noutras paragens. Os direitos televisivos, a bilhete e o merchandising são as principais receitas.

É fundamentalmente nesses dois quesitos que o nosso Girabola precisa de melhorar. Não é sensato continuar a menosprezo essas fontes receitas. Como se compreende que o 1º de Agosto não tenha facturado com as camisolas dos seus dois meninos queridos, Gelson e Ary Papel? Há outros com os quais pode ainda facturar.

Infelizmente os clubes ainda não compreenderam. Ainda dormem à sombra da bananeira. Podem um dia acordar desorientados, sem saber o que fazer.

A transparêwncia dos dinheiros do futebol deve continuar na ordem do dia, com os clubes, tamém, a mostrar que nada têm a esconder da parte dos seus patrocinadores.

O Benfica do Lubango, clube que já militou na primeira divisão, mas que hoje anda no escalão segundário, revellou, através do seu presidente de direcção, que nada parte do seu patrocinador, ao contrário do que se dizia, pouco ou nada recebe.

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