Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O calor e os atletas

22 de Janeiro, 2015
Uma das principais reclamações que acontecem em todos os campeonatos nacionais de futebol da 1ª divisão, também conhecidos por Girabola, não apenas pelos fazedores directos do espectáculo, como os atletas, árbitros e treinadores, mas dos adeptos em geral, prende-se com o horário do início dos jogos, no período que vai até Abril, época em que começam as chuvas.

É de convir que neste período, em que as temperaturas climatéricas, principalmente nas zonas do litoral, chegam a atingir a fasquia dos 40 graus centígrados, não é correcto os jogos começarem às 15h30, facto que contribui para o abaixamento de rendimento dos jogadores, o que concorre para a qualidade negativa do nível do espectáculo.

O início dos encontros àquela hora, devido ao incómodo que provoca aos espectadores no que concerne ao acesso e comodidade no interior dos estádios, concorre também para a redução da quantidade de espectadores nos recintos de futebol.

Ao caminhar-se de forma célere para o início de mais uma edição da maior competição futebolística nacional, é de se esperar que na presente edição, os horários nos meses em referência obedeçam aos critérios científicos e éticos, sem prejuízo para quem quer que seja. Os atletas, árbitros, treinadores, público, elementos das forças policiais e de segurança não são máquinas.

É assim que, como forma de permitir que a melhoria da qualidade do futebol atinja os níveis que se pretendem, assim como acabar-se com as reclamações que surgem em tom cada vez mais elevado, em dose de repetição, uma vez que provêm das épocas anteriores, o Conselho Técnico Desportivo da federação angolana da modalidade, não obstante estar regulamentado o horário do início dos jogos, em Fevereiro, Março e Abril, depois das 16h30, deve arranjar formas, o quanto antes, para se acabar com os constrangimentos às equipas.

O horário já aprovado e regulamentado, a ser adaptado, deve ser consensual, para se evitarem os habituais comentários negativos, alguns dos quais despropositados, várias vezes utilizados por representantes de equipas que até participaram na discussão e aprovação de determinada questão.

Nesta fase em que os amantes do futebol se devem empenhar para a elevação do nível da qualidade do mesmo, é necessário que todos quantos estejam ligados directa e indirectamente ao espectáculo da bola se empenhem em cometer o menor número de falhas possível.

É consenso geral que há falhas que já não têm razão de ser, principalmente quando têm lugar em doses repetitivas, sendo objecto de críticas, e quando se sabe em princípio que contribuem para emperrar o desenvolvimento de qualquer actividade do futebol, pois há limites para tudo.
Leonel Libório

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