Jornal dos Desportos

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Opinio

Limar as arestas

20 de Julho, 2017
A Selecção Nacional de futebol realiza desde ontem em Luanda, a preparação com atenção ao jogo de domingo, diante da congénere das Ilhas Maurícias, referente à segunda-mão da penúltima eliminatória de acesso ao CHAN, cuja fase final acontece no Quénia, no próximo ano.

Depois da vitória de 1-0, em Port Louis, no domingo, os Palancas Negras pretendem confirmar a vantagem na eliminatória, e carimbar o passe para a derradeira eliminatória, para encararem Moçambique ou Madagáscar.

Para a preparação que se iniciou ontem, a equipa técnica liderada por Beto Bianchi vai consolidar os processos iniciados há mais de duas semanas em terras de Mandela, onde Angola realizou um curto estágio, para esboçar a estratégia de jogo que idealizou no jogo da primeira -mão, e agora vai limar as arestas para a partida de resposta.

A vantagem ainda que magra, permite aspirar pela qualificação para a última fase. Por um lado, porque o adversário está ao alcance da Selecção Nacional, e por outro, porque Angola tem a vantagem de discutir os últimos 90 minutos no seu reduto diante do seu público, e com grande motivação.

Estes condimentos mesmo sem serem garantias de vitória, contribuem para o sucesso que se espera nesta penúltima eliminatória, que pode colocar o país mais próximo de marcar a terceira presença na cimeira do futebol continental, reservada a jogadores que actuam nos campeonatos dos respectivos países.

Beto Bianchi pode reforçar o grupo, com a integração de mais dois ou três jogadores que estiveram em evidência nas últimas jornadas do Girabola, o nome mais ventilado é o de Geraldo, médio do 1º de Agosto que brilhou na última vitória (3-0) dos militares, diante do Recreativo da Caála, em que apontou dois dos golos.

Os Palancas Negras procuram a terceira presença no CHAN, depois das qualificações em 2011, no Sudão, e em 2016, no Ruanda, em que teve desempenhos distintos. Na estreia, a Selecção Nacional chegou à final, sob orientação de Lito Vidigal, enquanto na segunda presença, o país caiu na fase preliminar da prova.

Se passar pelas Ilhas Maurícias, Angola atinge a última fase, fica mais perto de conseguir o terceiro feito. Se por um lado esta é uma ambição dos jogadores, por outra, é também desejo particular do novo seleccionador nacional, e de todos os angolanos de uma maneira geral, e em particular, os do futebol.

Restam três dias, tempo suficiente para a equipa técnica fazer as correcções que se impõem, e introduzir alterações ao “onze” que esteve em campo em Port Louis, caso surja algum imprevisto antes do jogo. De resto, há razões para acreditar na qualificação para a última fase.

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