Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

1 de Agosto perde pontos

12 de Setembro, 2016

Militares foram perdulrios e com isso consentiram o empate que atrasa a equipa na corrida para o ttulo

Fotografia: M.Machangongo

Dois golos e divisão de pontos foi tudo quanto produziu o empate no jogo entre o 1º de Agosto e o Sagrada Esperança, disputado ontem no estádio 11 de Novembro, referente à 23ª jornada do Girabola. Guedes, pelos diamantíferos e Gelson, por banda dos militares, rubricaram os golos que deram corpo a igualdade registada na partida.Num jogo com pouca emoção e fraca qualidade exibicional, realce para o facto de ter pertencido aos donos da casa o domínio territorial da partida nos primeiros 45 minutos da contenda. Pressionado pela necessidade imperiosa de conquistarem os três pontos, para manterem a vantagem na liderança do campeonato, os militares ousaram chamar a si o controlo do jogo, tomando a iniciativa nas jogadas.

Perante uma equipa do 1º de Agosto atrevida e dinâmica a fazer a transposição da defesa ao ataque, nem por isso o Sagrada Esperança intimidou-se.Muito pelo contrário. A equipa às ordens de Roque Sapir encontrou sempre uma contra-resposta as investidas protagonizadas pelo adversário, tendo nessas inúmeras tentativas de suster o enorme caudal ofensivo a que esteve sujeito nos instantes iniciais chegado com perigo a baliza de Dominique.

Fruto de alguma perspicácia ofensiva, os diamantíferos conseguiram surpreender os militares, adiantando-se no marcador, logo aos sete  minutos, por intermédio de Guedes, numa jogada com largas culpas para os centrais do 1º de Agosto, ao permitir que o avançado do Sagrada surgisse isolado na cara do guarda-redes Dominique. Nessa jogada, destaque e mérito para o trabalho individual de Capuco, que soube ganhar tempo e espaço para colocar a bola nos pés de Guedes.

A perder por 1-0, em casa, os militares recusaram aceitar a desvantagem. Como prova disso, a equipa de Dragan Jovic passou a incomodar mais vezes o último reduto dos diamantíferos. Fruto deste posicionamento ofensivo, acabou sendo com alguma naturalidade que os donos da casa chegaram ao golo de igualdade, aos 10 minutos, por intermédio de Gelson, após cruzamento de Geraldo.

A igualdade no marcador espevitou ainda mais as duas equipas, sobretudo o 1º de Agosto, cujo ataque continuou a demonstrar solidez competitiva para espreitar o golo ou criar inúmeros incómodos a defensiva contraria. Aos 79 minutos, Ary Papel podia ter colocado a equipa militar novamente em vantagem no marcador, Realmente, o 1º de Agosto teve tudo para chamar a si o triunfo, mas acabou castigado quase sempre pelos inúmeros desperdícios cometidos no ataque.

Umas vezes por Ary Papel outras vezes por Gelson o ataque do conjunto militar criava muitos embaraços a defesa diamantífera, que procurava sacudir como pôde a pressão para longe da sua baliza.Os derradeiros minutos do jogo foram dramáticos, com o 1 de Agosto e o Sagrada atrás do golo da vitoria. Os militares bem que mereciam sair do jogo com melhor sorte, pois tiveram mais ocasiões de golo para inverter o resultado.

ARBITRAGEM
Trabalho razoável


O trabalho do árbitro Ailton Carmelino pode ser considerado de razoável, na medida em que o juiz da partida não teve influência no resultado da partida. Tecnicamente, o árbitro esteve em bom plano, ao julgar com justiça as jogadas, ao passo que disciplinarmente não mostrou dúvidas em punir severamente as jogadas a margem das regras.

Figura do Jogo
Gelson deu luta


O goleador do 1º de Agosto merecia melhor sorte. Ontem esteve em grande plano ao empurrar a equipa para o ataque. Quer a atacar como a defender, Gelson foi capaz de desempenhar com brio e profissionalismo o seu papel, tendo sido fundamental na manobra ofensiva da equipa. Aos 46 e 76 podia ter chegado novamente ao golo, não fosse o desperdício.

Opinião dos técnicos

“Jogo para esquecer”

Filipe Zanza 1º de Agosto)“Estou sem palavras. Por tudo que fizemos merecíamos ganhar o jogo, falhámos muito e isso comprometeu. Vamos continuar a trabalhar para nos próximos jogos. Este empate complica os nossos objectivos, mas temos de ter cabeça fria, porque continuamos na frente do campeonato e estamos. Foi um jogo para esquecer. Neste momento o importante é levantar a cabeça”.


“Objectivo cumprido”

Roque Sapiri  Sagrada
“Penso que foi um jogo muito bem disputado, em que conseguimos fazer tudo para contrariarmos as intenções do adversário. Depois das correcções feitas e uma pequena desatenção na primeira parte, foi um jogo em que foi jogado com intensidade. Conseguimos fazer o golo e foi muito importante para o empate. Somamos um ponto e penso ter sido importante para os objectivos”.