Jornal dos Desportos

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Girabola

1 de Agosto destroa Acadmica

Paulo Caculo - 01 de Agosto, 2016

Pode chegar-se fcil anlise de uma histria de jogo em que apenas uma equipa em campo ousou vencer

Fotografia: Jornal dos Desportos

Aos inevitáveis Gelson, Ary Papel e Massunguna pode o 1º de Agosto agradecer os três pontos alcançados na vitória expressiva muito bem conseguida ontem, diante da Académica do Lobito, por contundentes 5-0, em jogo de desfecho da 19ª jornada do Girabola Zap.

Olhando para a gordura dos números do triunfo militar, pode chegar-se à fácil análise de uma história de jogo em que apenas uma equipa em campo ousou vencer. Aliás, os cinco golos traduzem, em pleno, o domínio territorial e avassalador exercido pelo conjunto luandense ao longo dos 90 minutos regulares.

A despeito de ter assumido desde cedo as rédeas da partida, nem por isso os estudantes do Lobito entraram mal no jogo. Muito pelo contrário. A equipa de Chiby entrou para a contenda de peito aberto, espelhando nos primeiros 15 minutos a imagem de querer surpreender o dono da casa. Mas, debalde!

A verdade é que neste regresso de Ary Papel e Gelson aos jogos da equipa, o 1º de Agosto ganhou muito de novo, quer em termos de qualidade, como de eficácia ofensiva. Depois de, aos 24', a equipa militar dispor da primeira grande situação flagrante de golo, com Ibukun a desferir à entrada da área um remate forte, que obrigou a Fani a aplicar-se, o golo viria mesmo a surgir, aos 27', por Dani Massunguna, na sequência da cobrança de um livre por Geraldo.

Antes do intervalo, incrível foi ver Gelson desperdiçar de forma clamorosa um passe milimétrico de Jumisse, que o deixou na "cara" do guarda-redes da Académica. O avançado militar teve tempo e espaço suficientes para fazer o golo, mas optou sem êxito fazer um chapéu ao keeper dos lobitangas.

Enquanto isso, a perder, no conjunto da Académica sobressai as qualidades de Higino e Osório, que apostavam muito mais em jogadas individuais, na tentativa de ripostar o adversário. Pese a força colectiva demonstrada pelos estudantes, as investidas do ataque esbarravam sempre na consistente muralha defensiva montada pelos militares.

Perante uma quase total inoperancia ofensiva ou ausência de solução no ataque, melhor apresentava-se o 1º de Agosto, que a aproveitava muito bem a ineficácia defensiva da Académica para dilatar os números da vantagem.  Os golos de Ary Papel, aos 50', e de Gelson, aos 53' acabou funcionando como consequência natural da acção demolidora evidenciada pelo ataque.

A vencer por 3-0, chegou a pensar-se que os militares viriam a abrandar no jogo, mas o facto é que houve tempo para Ary Papel, aos 58' e Gelson, aos 79' bisarem na partida, e fecharem o "caixão", que afunda o Académica na cauda da classificação. Na recta final, os estudantes até procuraram o golo de honra, mas jamais descobriram o caminho da baliza.

OPINIÃO DOS TÉCNICOS

Filipe Zanza - (1º de Agosto)
"Vitória é a prenda"

"Penso que esta vitória é uma prenda especial para a equipa, voltar a ganhar o jogo era i portanto para recuperará a confiança da equipa. Jogamos diante de uma equipa boa, como é a académica. Mas fomos mais eficazes e finalizamos com êxito as oportunidade que criamos. Vamos continuar a trabalhar, para que mais vitórias surjam nas próximas jornadas".

Antonio Lopes - (Académica)
"Adversário mais experiente
"
"A equipa depois de sofrer o primeiro golo foi para o intervalo e esperava recuperar. O adversário tirou vantagem dos nosso erros, sobretudo por ser uma equipa muito mais experiente e que soube aproveitar. O problema foi a compensação. Quando se perde a bola, comete-se erro. Foi nas transições que perdemos a bola e permitimos que o adversário em contra-ataque chegasse aos golos".

ARBITRAGEM

Trabalho regular

O trabalho do trio de arbitragem encabeçado por  Conceição Matias não merece qualquer contestação. Quer técnica como disciplinarmente o juiz da partida não deu motivos de alaridos, sendo que cumpriu e fez cumprir as regras do jogo. A expulsão a Claudio, da Académica, não merece igualmente contestação, na medida em que o jogador infligiu as leis nas duas vezes em que mereceu o amarelo. Bom trabalho! 

A FiGURA
Ary teve papel decisivo


Seria, de todo, injusto atribuir todo o mérito do triunfo militar apenas a Ary Papel. Mas o extremo do 1º de Agosto destaca-se nesta goleada, sobretudo pelo excelente papel exercido em campo. Quer a defender, quanto a atacar, o jogador mediático dos militares foi brilhante, ao nível de Gelson, outra grande figura da partida. Ao bisar no jogo, Papel teve o prêmio merecido.