Jornal dos Desportos

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Girabola

1º de Agosto está pressionado

António Félix - 20 de Outubro, 2012

1ª de Agosto está acima do Kabuscorp e Petro de Luanda na classificação

Fotografia: Jornal dos Desportos

Com o troféu deste ano à espera apenas que o Libolo o transporte para a sua galeria, a luta para o segundo lugar, que dá acesso às Afrotaças, preocupa agora três outros grandes do campeonato - 1º de Agosto, Kabuscorp do Palanca e Petro de Luanda -, que viram esfumado o sonho de conquistar o título.

Neste grupo, a maior pressão está do lado do 1º de Agosto, porque o Kabuscorp do Palanca e Petro de Luanda só podem alimentar o sonho se a equipa de Romeu Filemon, na próxima jornada, a 29ª, perder e aqueles dois triunfarem, repetindo-se o mesmo cenário na última ronda. O 1º de Agosto, que ocupa a segunda posição, tem uma deslocação difícil ao terreno da Académica do Soyo e tem de vencer para manter o lugar. Os militares não podem ceder os três pontos porque no seu encalço está o muito motivado vice-campeão Kabuscorp, que defronta o Interclube, um adversário que já não chega ao segundo posto.

A última derrota (2-1) do 1º de Agosto diante do Sagrada Esperança, na Lunda-Norte, abriu espaço para esses seus concorrentes directos - Kabuscorp do Palanca e Petro de Luanda – que, em termos matemáticos, ainda podem chegar aos 53 pontos e assim representar o país nas Afrotaças de 2013.

Os militares do Rio Seco precisam de somar ainda três pontos para se verem livres do Kabuscorp. Se conseguirem ficam com 55 pontos e mesmo que a equipa de Viktor Bondarenko vença nas duas jornadas que restam, apenas totaliza 54. O 1º de Agosto está obrigado pelo menos a vencer um dos dois jogos, dois empates também não bastam para acompanhar o Recreativo do Libolo nas eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões.

FAF E CLUBES
“Vice” do Rio Seco elogia organização

O vice-presidente do para o futebol do clube 1º de Agosto, Gouveia de Sá Miranda, enalteceu, na quinta-feira, a comunicação que já existe entre as entidades que regem o futebol nacional. Em entrevista à Rádio 5, o dirigente da equipa militar disse que esta dinâmica não deve ser cortada para o bem do futebol nacional. “Já são visíveis as melhorias nas actividades, quer administrativas, quer técnicas da federação. É bem verdade que, muitos aspectos negativos já estão ser superados e é verdade que também há comunicação”, frisou. Sá Miranda alertou também os clubes para não ficarem à espera que a Federação Angolana de Futebol venha ao seu encontro. “Os clubes devem também ter a iniciativa e ir ao encontro da federação”, acrescentou.