Jornal dos Desportos

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Girabola

1 de Agosto goleia ASA no reeditar no "velho" drbi

Jorge Neto - 09 de Março, 2019

Formao orientada pelo srvio Dragan Jovic queria apagar a todo o custo a m exibio da sua equipa feita na deslocao provncia da Hula

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

O 1º de Agosto perdeu uma boa oportunidade para fazer um resultado histórico ontem diante do Atlético Sport  Aviação (ASA).
Com o pensamento virado de forma exclusiva para a vitória, o conjunto agostino entrou a pressionar o último reduto aviador,  e apesar de ter goleado, por 4-0,  a vitória soube a pouco, pelo fluxo de jogadas ofensivas e remates feitos à baliza de Feliciano. Mabululu não se fez rogado e bisou, enquanto Mongo e Kila deixaram também a sua marca, num jogo com sentido único. A estratégia do conjunto militar era marcar o mais rápido possível, tendo controlado o jogo a seu bel-prazer e nos primeiros nove minutos já havia rematado três vezes à baliza defendida por Feliciano.
A formação orientada pelo sérvio Dragan Jovic queria apagar a todo o custo a má exibição feita na deslocação a Huíla e pela atitude demonstrada nos minutos iniciais parecia que o golo seria apenas uma questão de tempo.
Em relação ao desafio passado os militares fizeram algumas mexidas, destacando-se as entradas de Dany Massunguna, Mário, Buá e Mabululu. Referindo-se as saídas, Show, não foi convocado, e Ary Papel, no banco de suplentes saltaram à vista. Fazendo fé ao adágio "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" o 1º de Agosto adiantou-se no marcador aos 18´, por Mabululu, que finalizou uma assistência de Kila.
Os aviadores acusaram os dias sem treino, devido a greve que o clube atravessa por falta de pagamento de salários e demonstraram uma clara ausência de ritmo de jogo, de tal modo que não tinham pernas para seguir as passadas dos agostinos, que aumentaram a vantagem ainda na primeira metade, aos 33´, por Mongo, servido por Mabululu.
O dérbi teve apenas sentido único, onde os militares ditaram as regras desde o início e a curiosidade era de saber por quantos golos os agostinos iriam ganhar, chegando-se a pensar mesmo na devolução da goleada sofrida por 8-1, em 2004, mas os pupilos de Dragan Jovic contentaram-se apenas com a metade, quando podiam fazer história.  
No reatamento Mabululu bisou aos 48´, fez o que quis da defesa contrária, após uma assistência de Buá. Os militares tinham tudo a seu favor, pois os aviadores limitavam-se a ver jogar os rubro e negros. O quarto golo surgiu de forma natural nos pés de Kila aos 60´, com uma assistência de Mabululu.
Daí para frente os aviadores tentaram o golo de honra, mas Tony Cabaça anulou essa intenção, confirmando mais uma vitória sem as suas redes balançarem, depois de sofrer três tentos no desafio passado.
De resto, o árbitro Bernardo Nangolo realizou um trabalho sem influência no resultado final, onde com um ou outro erro passou despercebido no dérbi. O mesmo não se pode dizer no primeiro tempo em realação ao segundo assistente António Pitra que falhou ao assinalar alguns fora-de-jogos favoráveis ao 1º de Agosto, mas acertou quando anulou aquele que seria o bis de Mabululu no dérbi. No cômputo geral o juiz e a sua equipa estiveram a altura do desafio.


MELHOR EM CAMPO
A eficácia de Mabululu

O avançado do 1º de Agos destacou-se no dérbi ao marcar dois golos e a assistir o mesmo número a Mongo e Kila, tornando-se no melhor jogador em campo. O goleador atingiu os oito tentos na presente edição do Girabola Zap, justificando o regresso a titularidade. O camisola 26 foi eficaz e pragmático na abordagem das jogadas, uma exibição coroada com os números apresentados. Jogou fácil e contribuiu imenso para que a sua equipa regressasse às vitórias, depois de dois empates consecutivos.

Ivo Traça 1º de Agosto
“Vencemos com naturalidade”

“Sabemos o que a equipa do ASA está a passar, sabíamos que tínhamos que impor um ritmo de jogo para marcar o mais cedo e foi o que fizemos. Fizemos quatro golos e vencemos o jogo com naturalidade. Com relação ao jogo com o Desportivo, temos que esquecer isso porque existe sempre polémica. Vamos pensar no jogo com o Santa Rita na próxima quarta-feira”.

José Dinis ASA
“Era natural que acontecesse” 

“O 1º de Agosto ganhou por quatro golos, podia ter ganhado por mais. Era natural que isso acontecesse porque uma equipa que fica sem treinar durante 20 dias não pode fazer milagres. Os jogadores apresentaram-se sem ritmo, presos nos movimentos e fizeram também algumas ofertas. Assumo a responsabilidade desta derrota e prefiro não falar da situação que o clube atravessa, é difícil, penso que a direcção está a tentar resolver e vamos esperar que isso aconteça”