Jornal dos Desportos

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Girabola

1 de Agosto mais aliviado prepara meia-final da Taa

Betumeleano Ferro - 29 de Setembro, 2009

Jorge Chaves

O técnico Jorge Chaves volta a respirar de alívio. À excepção dos lesionados Love e Paulo Muandumba, os demais jogadores estão disponíveis para atacar a meia-final de amanhã com o Desportivo da Huíla para a Taça de Angola.
Assim sendo, o 1º de Agosto vai actuar sem uma equipa de recurso, como sucedeu no último domingo, quando defrontaram o mesmo adversário de amanhã para o Girabola. Se a disponibilidade de Fofana e Danny dependia apenas do cumprimento de um jogo de castigo, já Tony, Mingo Sanda, Roger e Manucho precisavam de recuperar de lesões.
Ontem, os quatro ex-lesionados treinaram sem limitações, e, por isso, fazem parte do lote de 19 atletas que esta manhã faz o derradeiro treino no RI-20. Segundo apuramos do médico militar, Dr. Hugo Zamora, o centro-campista Manucho está a treinar com limitações, mas amanhã ele vai poder fazê-lo sem problemas.
O mesmo aplica-se ao também médio Roger. “Ele só não jogou para o Girabola porque tinha uma inflamação no pé”, esclareceu o Dr. Zamora. “E como o relvado do Estádio Joaquim Morais é muito duro e alto, além de ter vários buracos, achamos por bem consolidar a recuperação do jogador. Não o utilizamos no domingo, vamos fazê-lo amanhã”, completou.
Por precaução, o avançado Love vai ser poupado para o Girabola. Em princípio, ele deve regressar no jogo com o Santos FC, marcado para sábado, na Cidadela.
Em conversa com o JD, Love afirmou estar bem mais recuperado, mas, ainda assim, vai ficar mais alguns dias inactivo, para melhor curar a lesão nos gémeos, contraída na partida diante do Stade Malien, para a Taça da Confederação.
A equipa titular, para amanhã, deve sair do seguinte lote de jogadores: Pitshou e Tony (guarda-redes), Elísio, Kumaka, Mingo Sanda, Chinês, Joãozinho e Pataca (defesas), Alberto, Roger, Zé Augusto, Manucho, Fofana, Danny, Dockles e Mano (médios), Bena, Tuabi e Pilola (avançados).

Grave lesão antecipa fim
da época de Muandumba

A época terminou de forma abrupta para o médio Paulo Muandumba. O reforço militar, ex-1º de Maio de Benguela, lesionou-se com gravidade no tendão do joelho na partida de domingo com o Desportivo da Huíla, tendo sido submetido, ontem, a uma intervenção cirúrgica no Hospital Militar.
Em princípio, o jogador deve fazer uma paragem forçada de três meses, devendo estar apto a regressar aos campos apenas em 2010. “Infelizmente, a época terminou para o Paulo Muandumba, não há hipótese de ele voltar a jogar tão cedo, porque a pancada que sofreu afectou-lhe os ligamentos”, esclareceu o Dr. Hugo Zamora.
Embora não tenha assistido à intervenção cirúrgica do médio militar, o nosso interlocutor vaticinou rápidas melhorias para o jovem jogador, que sofreu um duro revés no seu dia de estreia com a camisola rubro-negra, quando substituiu o também médio Efemberg. O azar bateu-lhe à porta poucos minutos depois de entrar em campo.
Importa referir que o tendão mais forte do corpo humano é o tendão de Aquiles, também designado de calcâneo, e está ligado a um dos músculos mais fortes do corpo, na panturrilha. É pois, com muita razão, que os profissionais da medicina, e não só, consideram as panturrilhas como amortecedores do corpo humano, pois eles suportam pressões de até uma tonelada, quando os humanos caminham, correm ou pulam. BF

Túbia quer Interclube
a jogar sempre nos limites

Paulo Caculo

João Arsénio “Túbia” mostrou-se, ontem, radiante com a excelente atitude demonstrada pela sua equipa, sábado último, no 22 de Junho, diante do Recreativo da Caála. O treinador do Interclube afirmou ter ficado muito satisfeito com a exibição dos jogadores, que garante terem espelhado muito querer e confiança.
“Os meus atletas estão de parabéns, pela boa atitude demonstrada no jogo com o Caála. Eles (jogadores) foram aos seus limites e demonstraram que querem obter sempre melhores resultados”, disse Túbia, deixando expresso desejo de continuar a trabalhar na mesma filosofia, tendo em vista a materialização dos objectivos nos próximos três jogos.
“Vamos continuar a trabalhar, ainda temos muito que mostrar, temos jogos muito difíceis, mas só dependemos de nós. Vamos à procura dos pontos, sem fugir muito da nossa metodologia de jogo. Espero continuar a ver os meus jogadores a evoluírem dessa forma, a jogar nos limites”, acrescentou.

ELOGIOS À EQUIPA

O técnico dos polícias assegura, por outro lado, estar a gostar da entrega do grupo de trabalhos. Em face disso, Túbia não poupa elogios ao comportamento da equipa, sublinhando haver razões para continuar a acreditar em mais vitórias.
“A equipa entrou bem no jogo (com o Caála), com muita confiança, muito querer e muita atitude”, recordou o treinador, justificando ter sido fruto desta coragem que a equipa foi capaz de criar um número maior de oportunidades, que lhe permitiu marcar mais golos.
“Temos estado a subir de produtividade. A equipa já fez jogos do mesmo nível nas jornadas anteriores, mas sem conseguirmos vencer. Disse, durante a preparação do jogo passado, que apenas a vitória nos interessava, portanto, cumprimos os nossos objectivos”, rejubilou o antigo craque dos Palancas.