Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

1 de Agosto marca passo no Luena

Jorge Neto - 23 de Junho, 2018

1 de Agosto consentiu ontem o terceiro empate consecutivo na visita ao Bravos do Maquis

Fotografia: Santos Pedro | Edies Novembro

O 1º de Agosto continua sem vencer nesta segunda volta. Na deslocação ontem ao Moxico, na visita ao Bravos do Maquis, a equipa comandada por Zoran Maki não conseguiu evitar a onda de empates, o terceiro consecutivo.
Num jogo fraco em termos técnicos e competitivo, sem emoção e com poucas oportunidades claras de golo, valeu os tentos apontados por Chico, pelos donos da casa, e Buá, para os militares.  
Os maquisardes, que entraram bem no desafio, adiantaram-se no marcador logo no minuto cinco, tirando proveito de uma jogada individual na área adversária. A postura dos anfitriões deixava antever, um jogo ainda mais disputado do que se previa.
Em desvantagem, os agostinos aplicaram-se à fundo e correram em busca da igualdade. A equipa espevitou-se, pressionou o meio campo e fechava as linhas do adversário. Esta postura forçou o seu oponente a recuar e a jogar em contra-ataque. 
O 1º de Agosto, fez algumas alterações no seu onze, comparado ao que utilizou diante do 1º de Maio. Deixou no banco Mongo e Geraldo, dando a oportunidade a outros jogadores, como Mário e Gogoró.
A construção das acções ofensivas estiveram entregues, principalmente, a Buá e Gogoró, que apesar das intenções e voluntarismo, tiveram inúmeras dificuldades para passar pelos defensores maquisardes, que, diga-se ao abono da verdade, esteve bem organizada, aliás uma prática das equipas orientadas por Zeca Amaral.
Porém, o golo da igualdade surgiu aos 14 minutos, através da marcação de uma grande penalidade cobrada por Buá, em consequência de uma falta cometida sobre Gogoró dentro da área. Com o castigo máximo, os militares voltaram a marcar um penalti, dois anos depois no campeonato nacional.
Quando se pensava que o jogo iria melhorar de qualidade e emoção, tudo foi diferente, porque os dois conjuntos não conseguiam desbobinar o seu futebol. Denotaram muitas dificuldades, para transporem o último reduto do adversário, errando constantemente os passes e, quando conseguissem espaço, rematavam sem direcção.
No reatamento as coisas não alteraram, apesar da vontade dos dois conjuntos de ganharem o desafio. Zoran Maki foi o primeiro a mexer no xadrez da sua equipa, tirando Jacques e lançando Geraldo. Depois promoveu a estreia de Melono Dala, irmão de Gelson Dala, para o lugar de Paizo. Por seu lado, Zeca Amaral respondeu na mesma medida. Ainda assim, nada mudou em campo.
Nos minutos finais, Melono teve nos pés uma boa oportunidade para desfazer a igualdade, tirou da frente um defesa, mas não teve arte nem engenho para bater o guarda-redes Mig, que fez bem a mancha, anulando a jogada do avançado militar.