Jornal dos Desportos

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Girabola

1 de Maio pode jogar porta fechada

Julio Gaiano, em Benguela - 10 de Outubro, 2016

A derrota do 1 de Maio na recepo ao 1 de Agosto culminou com violncia e distrbio dos adeptos afecto a formao proletria

Fotografia: Santos Pedro

 A formação do Estrela Clube 1º de Maio de Benguela arrisca-se a terminar o Girabola Zap 2016 sem a presença do público nos jogos em casa, depois do tumulto no fim da partida frente ao 1º de Agosto.

O Estádio Municipal Edelfride Palhares da Costa “Miau” foi alvo no último sábado de um acto de vandalismo com os adeptos afecto a formação proletária a protagonizar uma das maiores confusões dentro e fora do recinto, que culminou em ferimentos e detenção de alguns manifestantes insurgentes.

Com o espírito de 'fair play' a ser ignorado, a pronta intervenção dos agentes afecto à Polícia Nacional foi determinante para se restabelecer a disciplina, a ordem e tranquilidade no local. O  distúrbio que começou no estádio atingiu a estrada principal que liga a cidade de Benguela e a vila pesqueira da Baía-farta.

O trânsito esteve bloqueado por algumas horas. Foi uma autêntica confusão que se viveu no estádio Edelfride Costa “Miau” e nos arredores. Atletas e dirigentes afectos ao 1º de Agosto, bem como a equipa de arbitragem deixaram o local sob escolta reforçada, depois de retidos cerca de uma hora no interior do estádio.

O árbitro Paulo Sérgio foi na óptica dos adeptos, o responsável pelo triste cenário e o ambiente que se viveu. Por isso, esperam que a FAF seja imparcial no julgamento dos factos, ou seja, ao invés de sancionar apenas o 1º de Maio de Benguela, deve igualmente accionar medidas correctivas pela actuação do juiz.

Os adeptos acusam o árbitro de tendencioso e de realizar um trabalho com falta de rigor na abordagem de lances capitais que aconteceram ao longo da contenda e associado a um, suposto grau de proteccionismo aos militares do rio-seco pelo árbitro, para de seguida gerar numa autêntica “embrulhada”.

 Os adeptos enfureceram-se e partiram para violência, um acto de todo reprovável. Assustados pela situação, aos que puderam deixaram o local às pressas e os demais acabaram retidos no seu interior do estádio. Contudo, valeu a prontidão da Polícia de Intervenção Rápida que accionou os mecanismos de segurança e impôs a ordem, disciplina e tranquilidade.

 Disparos de gás de efeito moral foram utilizados para conter a confusão aí instalada. Diante do ambiente triste que se viveu e condenável, resta esperar pela reacção do Conselho Central de Arbitragem da FAF quando tomar contacto com o relatório do comissário ao jogo, Manuel Cunha para tomar as medidas atinentes ao caso.

Diante de tudo aquilo que aconteceu após o jogo da 26ª jornada, o 1º de Maio corre o risco de estar privado do apoio da sua massa associativa na recepção a Académica do Lobito na ronda 28 e na trigésima diante do Recreativo da Caála, um quadro que se pinta de cinzento para quem tudo faz para evitar a despromoção.

FUTSAL
CMC e Coca-Cola
 disputam final do
quadrangular da TPA

As equipas da Coca-Cola e da Comissão de Mercados e Capitais (CMC) disputam no próximo sábado, dia 15, na quadra de jogos do Centro de Produção da TPA, na Camama,  a final do torneio quadrangular de Futsal, em alusão ao 18 de Outubro, aniversário da Televisão Pública de Angola.

Os finalistas foram encontrados após disputa da fase de grupos, em que o conjunto da Coca-Cola goleou a formação do CIAM por contundentes 7-6, ao passo que a equipa da CMC consegui um triunfo apertado sobre a TPA,  conjunto aniversariante por 3-2.

Basta dizer que ao contrário do primeiro desafio, onde a "chuva de golos" destapou a enorme disputa que ditou a partida, já no segundo jogo, em que  esteve envolvido a equipa anfitriã da prova, realce para o equilíbrio pautado pelo desafio, cujos contendores tiveram de empenhar-se para sair vitorioso da contenda. Melhor esteve a equipa do Mercado de Capitais, que se mostrou mais eficaz ao rubricar o maior número de golos que o seu adversário.

Contra todos os prognósticos, a final, agendada para o próximo sábado, coloca frente-a-frente duas equipas estreantes em termos de presença na decisão de torneios organizados quer pela TPA quer pelo CIAM. As duas equipas dos órgãos de comunicação social, acabaram por defraudar as expectativas, ao ficarem afastadas da grande final.

De resto, antes do jogo da final, as formações da Televisão Pública de Angola e do Centro de Imprensa Aníbal de Melo jogam entre si, para a decisão do terceiro e quarto lugares do torneio, que visa homenagear os 38 anos de existência da única estação pública de televisão do país.
PAULO CACULO