Jornal dos Desportos

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Girabola

1 Maio e Progresso obrigados a contornar posies penosas

12 de Dezembro, 2019

Histricos do Girabola convivem com espectro da despromoo no fecho da primeira volta do campeonato

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

O Girabola 2019/20 continua calendarizado para o próximo fim-de-semana, dias 21 e 22 do mês em curso, para a derradeira jornada da primeira volta. Se por um lado, no topo da classificação, a discussão pelo título ainda não observa grandes novidades, por outro, na cauda da tabela o realce vai para as posições aflitivas ocupadas pelos tradicionais, 1º de Maio de Benguela e Progresso do Sambizanga.
Contra todas às expectativas, sambilas (13º/12 pontos) e proletários (15º/7) encontram-se relegados à posições que não traduzem o respeito e prestígio granjeado na maior competição de futebol nacional. Aliás, os lugares actualmente ocupados por ambos, na cauda da classificação, espelham bem o fraco pecúlio das respectivas equipas, em 14 jornadas disputadas.
O actual cenário enfrentado por Progresso e pelo 1º de Maio cedo começou a ser desenhado, decorridas que estavam cinco jornadas do campeonato. Ou seja, de 15 pontos possíveis, a formação do Sambizanga e a equipa da Rua Domingos do Ó não amealharam o mínimo exigível à formações do seu \"gabarito\".
O sambilas, em 5 jornadas, somaram seis pontos, resultante de duas vitórias, ao passo que os proletários estiveram muito longe disso, ficaram-se por um ponto, mercê de um empate.  Tais resultados acabaram por representar, para ambos, um mau presságio do que seriam as próximas jornadas do campeonato.
Como se não bastasse isso, as duas equipas têm em comum o facto de não atravessarem uma boa saúde financeira. O 1º de Maio, mercê desse estado de coisas, chegou, inclusive, a ver a FAF averbar-lhe uma falta de comparência, por ausência no jogo com o Recreativo da Caála, no Huambo, numa altura em que o plantel enfrentava um período de crise acentuada, com ameaças de greve à mistura.
Quanto ao Progresso, a situação não é diferente. O clube sambila parece estar a atravessar uma das piores fases da sua história. As dificuldades financeiras são enormes e o presidente do clube, Paixão Júnior, já teve a oportunidade de assumi-lo, publicamente. Aliás, por muito que quisessem, não há como os sambilas esconderem a verdade, sobretudo, depois da crise estender-se ao colectivo de trabalhadores, que chegaram a estar 18 meses sem salários.
Na época passada, em 2018, os números produzidos pela equipa do Sambizanga, em 14 jornadas, também, não eram animadores, ocupavam nessa altura o 13º posto, os mesmos penosos 12 pontos, embora, com a diferença de averbar mais derrotas (4/8), mais empates (9/3) e conseguir menos vitórias: apenas uma, contra as actuais três.
Com relação aos proletários, nem por isso, tiveram um começo semelhante ao registado actualmente. Na edição anterior do Girabola, o 1º de Maio estava quatro lugares acima, ou seja, no 11º posto da classificação, com 14 pontos, resultado de três vitórias, contra o único triunfo na presente temporada, cinco empates (contra 4) e derrotas (6/8).
Dada as condições que enfrenta na tabela de colocação, as duas equipas históricas do Girabola são obrigadas a melhorar a produção, durante a segunda volta do campeonato, que passa por dobrar o número de pontos amealhados até ao momento, de formas a contornar as posições penosas e afastar os fantasmas do «espectro de despromoção» que teimam em assombrar os respectivos balneários.
Na jornada passada (14ª), as duas equipas tiveram sortes diferentes. O Progresso do Sambizanga averbou uma inesperada e pesada derrota, frente ao Cuando Cubango, por 3-0, enquanto o 1º de Maio de Benguela dividiu pontos, na igualdade sem golos (0-0), diante do Libolo, em Calulo.
Para a 15ª e última jornada da primeira volta, os sambilas deslocam-se ao terreno dos Bravos do Maquis,  jogam no sábado às 15h00, no Estádio Mundunduleno, ao passo que os proletários visitam o Santa Rita do Uíge, no domingo, às 15h00, no Estádio 4 de Janeiro.