Jornal dos Desportos

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Girabola

4 de Abril acompanha Porcelana e 1º de Maio

Augusto Panzo - 06 de Novembro, 2016

Aviadores conseguiram fazer tudo o que estava ao seu alcance para evitar que baixassem para a segunda divisão

Fotografia: M. Machangongo

Uma vitória de 2-0 sobre o 4 de Abril do Cuando Cubango salvou ontem à tarde, no Estádio dos Coqueiros, o Atlético Sport Aviação (ASA), da despromoção à segunda divisão, da qual estava muito próximo.

O resultado observado relegou para essa mesma condição o seu adversário, que foi juntar-se às equipas do 1º de Maio de Benguela e do Porcelana do Cuanza Norte que, à entrada dessa última jornada tinham já confirmado a respectiva descida de divisão.

Foi preciso esperar pelo segundo tempo da contenda, para os aviadores conseguirem o passe da permanência, pois, estando na mesma condição de ameaçado à queda de divisão, o conjunto vindo do Menongue lutou com determinação para travar o intento do opositor.

Numa partida disputada sem grandes recortes técnicos pelas duas formações, coube ao ASA tomar a iniciativa do desafio, procurando abrir o activo mais cedo, mas o 4 de Abril não se deixou levar na conversa, e foi respondendo na medida do possível, levando mesmo o perigo à baliza defendida pelo guarda-redes aviador.

A determinação não foi suficiente para que as duas balizas fossem violadas no período inicial, o que levou as duas formações entrarem para o intervalo empatadas a zero golo.

De regresso dos balneários, os pupilos de José de Carvalho "Corola" sentiram ainda mais a necessidade de se chegar ao golo, o que veio a acontecer aos 49´, com um tento apontado por Minguito, numa jogada de insistência que envolveu ainda Guelor e Nelito na sua concepção.

Tocado no seu íntimo pelo golo sofrido, o 4 de Abril tentou abrir as linhas de defesa, passou a subir cada vez mais para o meio-campo adversário, mas foi mais uma vez o ASA que teve a sorte do seu lado e ampliou o resultado aos 63´por intermédio de Amarildo.

Os nervos vieram à flor da pele para alguns atletas, o que tentou levar a partida a descambar para a violência, motivo que obrigou o árbitro Armando da Silva a ter muitas cautelas e mostrou um cartão vermelho directo a Cadiata, por ofensas verbais a um dos assistentes. Com uma ou outra falha, o juiz da partida não teve muita influência no desfecho final, assim como os seus assistentes Miguel Luvumbo e Manuel Lobe.