Jornal dos Desportos

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Girabola

" Caso" Kaporal tem novos contornos

JÚLIO GAIANO, em Benguela - 15 de Janeiro, 2018

Atacante com futuro indefinido para época 2018

Fotografia: Vigas da Purificação/Edições Novembro

A transferência do atacante Kaporal para o Interclube de Angola pode terminar em tribunal. A direcção do Estrela Clube 1º de Maio de Benguela garante que o jogador continua vinculado ao clube até 2021, apesar de admitir que às negociações estão avançadas com o grémio afecto à Polícia Nacional para a cedência do atleta este ano.
O presidente de direcção da formação proletária, Wilson Fernando Faria, assegurou em conferência de imprensa, promovida à respeito que  “o 1º de Maio e o atacante Kaporal firmaram um contrato desportivo válido até 2021”, esclareceu.
“Todavia, tanto o clube como o atleta nunca descartaram a hipótese de uma eventual transferência dos direitos económicos e desportivos sempre que os interesses das partes falassem mais alto”, precisou.
O dirigente referiu que vários clubes nacionais, sem citar nomes, manifestaram interesse pelos préstimos do atleta e neste momento a direcção está a analisar as propostas de forma a evitar que se tomem decisões precipitadas.
Revelou que o Interclube de Angola é o único que apresentou uma proposta concreta e o facto de existirem boas relações entre as duas partes pode facilitar o processo e culminar com o acordo, mas nada ainda está definido.
“Dentre os clubes que manifestaram o interesse pelo nosso atleta, o Interclube de Angola é o único que está em negociações muito avançadas”, precisou.
Contudo, disse mais adiante que isso “não significa ter-se verificado (já) a transferência do passe do atleta para aquela agremiação”, explicou. 

Crisgunza reclama
direito sobre atleta

Wilson Fernando Faria disse não existir qualquer vínculo contratual do atleta com o grupo empresarial Crisgunza, Construções e Empreendimentos. O presidente do 1º de Maio, garante que o acordo que ligava o atleta com à referida empresa prevaleceu até Outubro do ano passado.
“Como é evidente, qualquer negócio existe sinal, o grupo Crisgunza deu sinal na ordem de 24 porcento do passe total na altura do negócio. Desde lá, fomos mantendo contactos e fomos mal sucedidos, se calhar, devido a crítica situação económica e financeira do clube. Assim, sendo, garanto-vos que não existe ligação nenhuma entre o atleta e a referida entidade empresarial”, ressaltou.
Entretanto, apesar de a direcção proletária não admitir, uma fonte contactada pelo JD confirmou a existência de uma cláusula que assiste a Crisgunza de deter em 45 porcento do passe do jovem atleta, forjado no Girabairro - Taça do Presidente da República.
Segundo apuramos, uma equipa de advogados encontra-se já em Benguela para tratar do assunto junto das instâncias competentes na província, mas a direcção do 1º de Maio de Benguela ainda não foi contactada.

GIRABOLA ZAP 2018
1º de Maio clama por apoios


As dificuldades financeira que o  1º de Maio  enfrenta continua a constituir motivos de preocupação da sua direcção que, na voz do seu presidente, apelou às forças vivas da província  à envidarem esforços no sentido de angariarem os apoios necessários para não comprometer as aspirações da equipa na campanha futebolística de 2018.
“A nossa equipa vai competir na presente temporada com o objectivo de se manter na primeira divisão e, se possível, melhorar o 10º lugar alcançado na época passada. Estamos a criar condições objectivas e subjectivas para evitarmos dificuldades maiores no seio da colectividade”, precisou.
Wilson Faria fez questão de lembrar que o seu clube está desprovido de qualquer ‘sponsor’ oficial, pelo que neste momento, conta apenas com a contribuição (quotas) dos associados.
“ A quota dos sócios perfaz um total de Akz: 3.780.000.00 (três milhões, setecentos e oitenta mil kwanzas), por mês. Todavia, uma quantia considerada irrisória para as contas do clube que projecta uma participação isenta de qualquer turbulência”, destacou. De acordo com o presidente dos encarnados, para fazerem face às exigências do Girabola e da Taça de Angola, precisam de cerca de duzentos e cinquenta milhões de kwanzas.
Para contornar a situação, a direcção engendrou políticas que visam estabelecer relações com algumas instituições públicas e privadas, bem como pessoas singulares interessadas na perspectiva de arrecadar financiamento.