Jornal dos Desportos

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Girabola

\" Esta situao no vai ficar impune\"

10 de Agosto, 2017

Artur Almeida, presidente da Federao Angolana de Futebol (FAF)

Fotografia: Jornal dos Desportos | Edies Novembro

O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur Almeida, afirmou em entrevista a Rádio Cinco, que as declarações do técnico do Bravos da Maquis, Zeca Amaral, que acusa os árbitros assistentes que ajuizaram o jogo entre a sua equipa e o 1º de Agosto, referente a 21º jornada do Girabola Zap, de receberam um envelope com dinheiro do clube militar, não vai passar impune.

O dirigente revelou que os órgãos afins estão a trabalhar no assunto e tão logo a situação esteja esclarecida os prevaricadores serão sancionados. "Devo dizer que esta situação não vai ficar em branco. Estamos a trabalhar no assunto", sublinhou confiante na competência e isenção dos órgãos da federação.

"A federação é uma instituição séria e não compactua com este isso. Estamos a trabalhar para averiguarmos a veracidade desta informação e no momento iremos esclarecer", disse o responsável máximo do futebol nacional. O jogo, que foi ajuizado pelo trio de Benguela, comandado por  Paulo Talaia, e auxiliado por Ricardo Daniel (1º assistente) e Joaquim Chio (2º assistente), terminou com a vitória dos militares em pleno Estádio Mundunduleno. No final da partida o treinador maquisarde teceu duras criticas a equipa de arbitragem benguelense.

 “Ontem (referindo-se a sábado) houve isto, infelizmente, quem é de direito não o quis fazer aqui a nível do nosso clube. Fiz um telefonema para o Conselho Central de Árbitros, porque esta equipa de arbitragem não devia realizar este jogo. Porque os fiscais de linhas (assistentes) foram encontrados, por nós, a receberem dinheiro (envelope)”, acusou em declarações à imprensa.

Zeca Amaral fez questão de detalhar os passos do sucedido: “Houve duas tentativas: A primeira foi nas bombas da Pumangol, e eles (árbitros assistentes) estão conscientes disso, e a segunda, na bombas da Sonangol”, indiciou o treinador. Abordados pelo Jornal dos Desportos, o Conselho Central de Árbitros continua no silêncio. O dirigente interpelado limitou-se a dizer que o assunto está a ser tratado.