Jornal dos Desportos

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Girabola

A "bomba " pode explodir

Betumeleano Fero - 10 de Maio, 2018

Fotografia: RAFAEL TATY | Edies Novembro

O Kabuscorp do Palanca pode ser suspenso de imediato das provas nacionais, se o brasileiro Rivaldo voltar a apresentar  queixa contra o clube palanquino, alertou José Carlos Miguel.
O dirigente  acredita na boa fé da equipa angolana e também adverte que nada pode fazer para impedir o que vem a seguir. "A grande verdade é esta, se o Rivaldo escrever de novo, por exemplo daqui a um mês, a FIFA pode aplicar a medida de despromoção ao Kabuscorp", esclareceu.
A FAF elogiou a direcção liderada por Bento Kangamba, pelos passos que já deu para liquidar a totalidade que deve, mas fez saber que a coisa agora chegou a um ponto incontornável. "Do jeito como as coisas estão, o clube tem de pagar, sob pena de deixar de competir em todas as provas nacionais", afirmou.O presidente do Conselho de Disciplina está a acompanhar as diligências do clube palanquino, admitiu que o queixoso não parece disposto a tolerar nenhum atraso no pagamento.
"O Kabuscorp assegura que tudo está a fazer para pagar dentro dos prazos estabelecidos. Nós acreditamos nessa boa fé , até porque já pagaram uma parte considerável da dívida. Creio que só faltam mais ou menos uns 300 mil, mas o Rivaldo não dá mostras de estar satisfeito com a situação", lamentou.
A Federação Angolana de Futebol desconhece todas as razões que levaram as partes a ficarem numa posição irreconciliável, mas os erros do passado,  são incapazes de travar a marcha irreversível do caso.
"A FIFA começou por aplicar sanções leves. Os seis pontos que foram retirados há dias, é a primeira medida tomada. O processo continua até que o queixoso se sinta satisfeito", garantiu.
 Os palanquinos têm de correr contra o tempo, para evitarem fazer companhia ao FC de Cabinda, que desde 2015 está impedido de participar em provas nacionais, por causa de 30 mil dólares que deve a alguns atletas brasileiros.
"É uma situação que se arrasta durante esses anos todos. Ainda há pouco tempo nos contactaram,  demos todas as orientações necessárias para resolver esse diferendo, agora, estamos à espera que nos voltem a contactar", afirmou.
O presidente José Carlos Miguel afirma ter aconselhado a direcção dos gorilas a contactarem a outra parte, a fim de encontrar um meio termo para a situação. "Se não têm condições de liquidar a dívida, então, é melhor que estabeleçam um acordo. Se conseguirem isso, a FIFA aceita levantar a interdição contra o clube", mostrou-se optimista.
Um grupo de investidores quer resgatar o prestígio do FC Cabinda, e até agora, dá mostras de querer acabar com a fama de mau pagador, o que impede o histórico clube do enclave de competir.
"Há pessoas que querem relançar o clube,  já demos todas as instruções sobre como agirem. Vamos aguardar para ver o que acontece dessa vez", rematou José Carlos Miguel.