Jornal dos Desportos

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Girabola

Acadmica derruba 1 de Maio no Buraco

Jlio Gaiano, Lobito - 21 de Maio, 2016

A Acadmica do Lobito est uma senhora equipa. Ontem, no drbi da provncia, diante do 1 de Maio de Benguela, foi isto mesmo que se viu.

Fotografia: Jornal dos Desportos

A Académica do Lobito está uma senhora equipa. Ontem, no dérbi da província, diante do 1º de Maio de Benguela, foi isto mesmo que se viu. A equipa perdeu o medo, mostrou maturidade e responsabilidade no jogo, ante um adversário que tudo fez para no mínimo não sair do Estádio do Buraco derrotado. Não conseguiu, para a sua infelicidade. Adó Pena, ao 35 minutos; Borges, aos 74' e Jorge Kadú, ao 84', ditaram a sentença dos proletários.

Foi um jogo bonito de se ver, desde o princípio ao fim, com as combinações técnicas e tácticas a surtirem efeitos desejados, facto que explica perfeitamente a imprevisibilidade do futebol dos estudantes sobretudo, aquele futebol de toque. Por isso, faz sentido afirmar que os estudantes estão a reencontrar-se com a identidade do seu futebol. Na vitória sobre os proletários foi notório o à vontade como que se movimentavam em campo, tanto é que no golo de Eliseu, no minuto 24, mantiveram-se serenos e, simplesmente, a jogar à bola, ao contrário do adversário que, de forma incompreensível acusou a responsabilidade da vantagem. Passou a defender (mal) o magro 0-1, muito próximo das suas linhas mais recuadas.

Na verdade foi uma postura, algo suicida pautada pelos comandados de Nfinda Mozer que, diga-se, fez mal a leitura do jogo, e tanto é que, diante da pressão do adversário, acabou por estragar tudo quando, no minuto 64, decidiu substituir Caporai que, até estava a importunar o último reduto contrário, por Maria Pia. Foi uma aposta perdida por aquilo que este último fez em campo. Foi pura e simplesmente, anulado pelos centrais da formação lobitanga.

Diante desta realidade, à Académica do Lobito restava fazer o que lhe cabia. Subir as linhas e fustigar o último reduto dos proletários que se revelaram num autênticos fiasco. Deixaram-se bater por três vezes (Adó Pena, 35'; Borges, 74'; e Jorge Kadú, 85') e acabaram derrotados sem apelo nem agravo em pleno estádio do Buraco que conheceu casa cheia. A actuação da equipa de arbitragem liderada por Benjamim Andrade pautou-se pela positiva. Não complicou. Apenas, sancionou os lances susceptíveis de falta. Por isso, consideramos a sua actuação isenta de máculas. Boa arbitragem.