Jornal dos Desportos

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Girabola

Académica afunda Santa Rita no Buraco

J?LIO GAIANO, no Loboto - 11 de Setembro, 2017

Estudantes afundam católicos

Fotografia: Jornal dos Desportos

A formação da Académica Petróleo do Lobito fez jus a condição de anfitriã ao vencer à Santa Rita de Cássia FC do Uíge por 4 a 0, em partida pontuável para a 24ª jornada do GirabolaZap2017.

Foi uma partida marcada por exibição de luxo por parte dos estudantes que deixaram o estádio do Buraco sob fortes aplausos dos adeptos que se rejubilaram pelo feito protagonizados na tarde de ontem.O jogo vai ficar gravada na memória dos lobitangas que esperavam por um Santa Rita FC diferente daquele que "tombou" no Buraco. A Académica do Lobito entrou bem e, depressa, tomou conta do jogo.

 Não deu tempo para o adversário desbobinar o seu futebol. Germano foi o homem do jogo. Marcou três golos (23’, 56’ e 62’) que anularam por completo a estratégia montada pelos católicos de Santa Rita de Cássia que tiveram que se render à forte inteligência competitiva dos estudantes.O quarto golo da Académica do Lobito aconteceu nos derradeiros minutos da contenda, com o atacante Cebola a fazer gosto ao pé. Foi um golo mais consentido do que trabalhado pelo jovem atleta repescado das camadas jovens do grémio lobitanga.

Os centrais da formação contrária desentenderam-se e, no toque de mestre, Cebola que abara de entrar atirou a contar. De resto, uma estreia que pode o lançar aos píncaros das boas exibições.O Santa Rita FC do Uíge só deve queixar-se de si própria. Não fez o suficiente para travar o ímpeto ofensivo da Académica do Lobito que, só não marcou mais por manifesta falta de sorte dos seus atacantes. Por duas vezes, Giresse viu a barra negar-lhe o golo.

Aconteceu o mesmo com Ben Traoré que apesar da luta terminou o jogo em branco. Mesmo assim, não passou despercebido, pelo contrário, foi um quebra-cabeças dos centrais da formação uigense. Foi um espectáculo bonito se de ver. Aliás, isto mesmo ficou notório após o soar do apito final do árbitro. Muitos adeptos desceram ao relvado para abraçarem os atletas, técnicos dirigentes que terminaram aos abraços. Afinal, não é sempre que se ganham com aquela diferença.

Diante do cenário que se viveu, os agentes afectos á Polícia Nacional foram chamados a intervir em defesa da salvaguarda da integridade física dos jogadores e técnicos. Todo o mundo queria abraça-los pelo feito conseguido diante de um adversário que, na jornada passada, bateu pé aos militares do Rio Seco.
JÚLIO GAIANO, no Loboto