Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Acadmica atrapalhou contas do CDH

Benigno Narciso, no Lubango - 05 de Agosto, 2017

Treinador dos militares da Regio Sul inconformado com derrota caseira

Fotografia: Edies Novembro

A derrota na 21ª jornada do Girabola Zap, por 2-1, diante da Académica do Lobito, em casa, acarreta implicações negativas na luta pela concretização dos objectivos da equipa na competição: a manutenção. A constatação é do treinador dos militares das Região Sul, Mário Soares, que se mostra inconformado com o resultado.

O inconformado de Mário Soares resulta do facto de o Desportivo da Huíla ter perdido uma soberana oportunidade para melhorar a sua posição na tabela de classificação - ocupa o  11º lugar. 

“Este desaire em casa (no Lubango) e com um adversário directo (Académica do Lobito), traz implicações nas nossas contas, porque uma vitória catapultaria o nosso posicionamento na tabela classificativa. Não conseguimos. Sem comentários, não acredito a forma como perdemos o jogo. Sei lá, 200, 300 de demérito para a nossa equipa que desaprendeu, principalmente no último toque, porque dentro da pequena área não se pode falhar golos de forma ingénua”, considerou.

Diante do “revés”, conformou que cabe agora à equipa trabalhar para as próximas jornadas com o foco virado para as vitórias. Para superar os efeitos da derrota, o grupo deverá, dentre outras fórmulas, se submeter a uma reflexão e a equipa técnica exigir mais dos atletas.

“Vamos trabalhar. Temos mais uma semana para reflectir nisso, puxar as orelhas aos garotos e prontos seguir enfrente”, alertou.

Mário Soares, que descreveu que tudo saiu mal para a sua equipa no desafio diante da Académica do Lobito, reconheceu mérito ao adversário porque na sua análise soube aproveitar, ao revelar eficácia na finalização e concretizar em golos as duas oportunidades claras que construiu.

Sem tirar o mérito da vitória do adversário, disse acreditar que em outras circunstâncias o Desportivo teria construído um resultado histórico, não fosse a improdutividade revelada no ataque, sector em que protagonizou um festival de falhanços diante de uma mão cheia de oportunidades claras.

“Acredito que em outra circunstância o adversário poderia sair com uma mão cheia de golos e não seria favor nenhum. Mas tenho que dar os parabéns, porque eles não têm culpa nenhuma por isso. É no aproveitar que está o ganho e souberam aproveitar. Por outro lado, tudo saiu mal à minha equipa, não consigo me lembrar de um único momento eficaz da nossa equipa a não ser no primeiro golo marcado”, avaliou.
O Desportivo da Huíla vai defrontar na 22ª jornada, em casa, a formação do 1º de Maio de Benguela.