Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Acadmica negoceia dvidas

JLIO GAIANO, em Benguela - 24 de Setembro, 2018

Estudantes vo pagar de forma faseada o dinheiro aos obreiros do quinto lugar do Girabola Zap 2018

Fotografia: EDIES NOVEMBRO

A direcção da Académica Petróleos Clube do Lobito está a negociar a liquidação das dívidas contraídas para com atletas e técnicos, na temporada passada, apurou o Jornal dos Desportos,  de fonte do grémio dos estudantes que avançou quatro meses de salários e outros nove relativamente aos funcionários administrativos. 
De acordo com informações recolhidas da entidade afecta ao grémio lobitanga, a liderança de Luís Borges acumulou 300 milhões de kwanzas, o montante inclui os pendentes com relação ao técnico Carlos Vaz Pinto, dispensado em 2016, por fraco desempenho da equipa na competição.
Em oito jogos disputados, a equipa sob às ordens de Vaz Pinto amealhou quatro pontos, numa média por jogo de 0,5. O público não gostou e revoltou-se contra a direcção do clube, que diante da confusão cedeu à pressão e demitiu o técnico luso, por alegado acordo mútuo. Quando tudo se pensava estar o assunto acabado, surge a informação de que o clube se encontra numa situação mais delicada do que aquela que  em que se encontra mergulhada.
“Estamos numa situação de indefinição total. O clube está sem dinheiro e não pode perspectivar o arranque dos trabalhos da pré-temporada, sem antes dar solução aos pendentes resultantes dos atrasados salariais, para com os jogadores e técnicos. Decidimos negociar a solvência das dívidas que temos, para com os atletas e técnicos. Só assim, estaremos em condições mínimas para definirmos metas, para a campanha futebolística que se avizinha”, confidenciou.
A fonte de que fazemos alusão, fez questão de referir que a anunciada saída em massa de jogadores para  outras agremiações desportivas, não assusta a direcção, porquanto mereceu a autorização desta, por incapacidade de resposta,  face ao trabalho realizado na temporada transacta, que os catapultou ao mais alto nível de cotações no mercado futebolístico. Ou seja, o clube já não podia mantê-los sob a condição de sobrevivência, daí, à arrojada decisão.  
“Chegou-se a dada altura, que a direcção não podia fazer mais nada. As pessoas deixaram de confiar e a crise agudizou-se, gerou-se uma tremenda desconfiança no seio do colectivo. O pior não aconteceu, porque prevaleceu a cultura de diálogo e compreensão entre as partes. Alguns jogadores entenderam a situação, porém, a necessidade de ver melhorada a condição de vida em outros emblemas, falou mais alto. Por isso, decidimos libertá-los”, contou.