Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Acerto de contas

Melo Clemente - 01 de Maio, 2014

Equipa do Rio Seco em busca da quarta vitria sobre os libolenses na presente poca

Fotografia: Dombele Bernardo

As equipas do 1º de Agosto e do Recreativo do Libolo separadas por apenas um ponto na tabela classificativa, (seis dos libolenses contra cinco dos militares) batem-se esta noite a partir das 18h00, no Pavilhão Victorino Cunha, em partida referente a primeira jornada da segunda volta da «Final Four» do BAI Basket, desafio que vai servir de acerto de contas, em virtude da turma da vila de Calulo ter vergado no primeiro turno da competição a formação rubro e negra, por 88-85.Numa autêntica maratona de jogos, as equipas que disputam o título da 36ª edição do BAI Basket voltam a entrar em cena hoje, depois de terem terminado na terça-feira a primeira volta da referida competição.

Moralizados com o triunfo obtido na terça-feira, frente ao arqui-rival, Atlético Petróleos de Luanda, a quem cilindrou por 99-74, a equipa rubro e negra vai procurar esta noite redimir-se da derrota sofrida na primeira volta.Apesar de reconhecer que vai ter pela frente o líder incontestável da «Final Four», com seis pontos, resultado  de três soberbas vitórias, Paulo Macedo, técnico principal do Clube Central das Forças Armadas Angolanas não escondeu o desejo de bater logo mais o seu opositor.

«Estamos numa autêntica maratona de jogos, por isso, vamos procurar melhorar os níveis de produtividade a fim de ultrapassar o Recreativo do Libolo,  embora reconheça que do outro lado vai  estar uma equipa altamente competitiva», alertou o comandante do Rio Seco.Estatisticamente a formação da vila de Calulo exerce um certo domínio na presente época desportiva. Em dez confrontos, o Recreativo do Libolo, de Norberto Alves, conseguiu nada menos nada mais do que sete triunfos, contra três vitórias da equipa militar. Esta noite vai acontecer o 11º confronto entre ambas.

Hermenegildo Santos, base que anotou 20 pontos na partida frente aos petrolíferos da capital, pode «roubar» a titularidade  ao já consagrado Armando Costa. Cedric Ison, Reggie Moore, Mário Correia e Felizardo Ambrósio «Miller» devem completar o «cinco» inicial de Paulo Macedo.Já com a provável integração do internacional angolano, Carlos Morais, atleta que esteve entregue ao departamento médico da sua colectividade, o Recreativo do Libolo vai procurar surpreender a equipa do Rio Seco, em pleno Pavilhão Victorino Cunha.

Aguarda-se por isso, por um grande espectáculo da «bola ao cesto», já que  vão estar em confronto os líderes da «Final Four». Na outra partida da série A, o Atlético Petróleos de Luanda que soma já dois desaires, recebe hoje, as 18h30 m, no Pavilhão Principal da Cidadela, o Grupo Desportivo Interclube, grémio que coleciona já três derrotas na competição.Os policias estão «obrigados» a vergar logo mais os petrolíferos da capital, sob pena de estarem cada vez mais distantes  dos primeiros lugares da prova.

BAI BASKET/ BALANÇO
Vice-campeões fazem o pleno na primeira volta


A equipa do Recreativo do Libolo terminou de forma invicta a primeira volta da 36ª edição da «Final Four», ao conseguir três vitórias, em igual número de jogos, ocupa  por isso, o primeiro lugar da série A, com seis pontos, contra cinco do Clube Central das Força Armadas Angolanas, no segundo posto.Em três partidas, o representante da vila da Calulo marcou  286 pontos, o que representa uma média de 95,3 pontos por desafio,  por isso, o conjunto mais concretizador da primeira volta da «Final Four».

Se no capítulo ofensivo a equipa esteve brilhante, o mesmo já não se pode dizer nos aspectos defensivos, onde em três jogos sofreu 236 pontos, o que representa uma média de 78,6 pontos por  desafio. Por seu lado, o Clube Central das Forças Armadas Angolanos, segundo colocado da fase derradeira da 36ª edição do  Campeonato Nacional de basquetebol em seniores masculino, vulgo BAI Basket, em três jogos disputados, conseguiu duas vitórias e averbou uma derrota, frente ao Recreativo do Libolo, com quem perdeu por 85-88.

Os militares marcaram 285 pontos, menos um do  que o Recreativo do Libolo, obtendo uma média de 95 pontos por  desafio. A equipa do Rio Seco sofreu 249 pontos, o que representa uma média de 83 pontos por  jogo.Os petrolíferos da capital, vencedores  da Taça de Angola referente a época desportiva 2014, averbaram  já duas derrotas durante a primeira volta da «Final Four», frente aos mais directos concorrentes ao título da 36ª edição do BAI Basket, nomeadamente, Recreativo do Libolo, com quem perdeu por 88-105 e diante do 1º de Agosto por expressivos 74-99.A equipa do Eixo-viário anotou 268 pontos em três partidas, conseguiu  uma média de 89, 3 pontos por  desafio. Os petrolíferos da capital sofreram 271 pontos, que representa  uma média de 90, 3 pontos sofridos por cada encontro.

INTERClUBE
COM PIOR REGISTO


Três partidas e  igual número de derrotas é a safra produzida pelo Grupo Desportivo Interclube, durante a primeira volta da «Final Four», o que lhe vale nesta altura a cauda da tabela classificativa, com três pontos.Depois de ter realizada uma prova sensacional  durante a segunda volta da fase de grupos em que  vergaram  as formações do Recreativo do Libolo e Atlético Petróleos de Luanda, os pupilos de Alberto Babo não conseguiram manter os nívei alcançados anteriormente.

A turma da Polícia marcou 217 pontos, obteve  uma média de 72,3 pontos por  desafio. No no capítulo defensivo, os comandados de Alberto Babo sofreram  300 pontos em três encontros, o que representa uma média de 100 pontos por  partida, facto que atesta perfeitamente as debilidades defensivas do clube adstrito à Polícia Nacional.

Segunda volta
Paulo Macedo
garante protidão


O técnico principal do 1º de Agosto, Paulo Macedo, assegurou que a sua agremiação está técnica e fisicamente preparada para «atacar» a fase derradeira da 36ª edição do Campeonato Nacional de basquetebol em seniores masculino, cuja segunda volta inicia hoje.Apesar da maratona de jogos a que estão sujeitas as quatro equipas que disputam o título da edição 36 do BAI Basket, o comandante da equipa militar anunciou que os seus pupilos estão  preparados para superar o desafio da «Final Four».

«Infelizmente estamos a confrontar  com esta maratona de jogos, mas estamos preparados técnica e fisicamente para lutar pelo título do BAI Basket», assegurou Paulo Macedo, em declarações à comunicação social, quando reagia à vitória da sua equipa sobre o arqui-rival Atlético Petróleos de Luanda, por 99-74, no adeus à primeira volta da «Final Four».Questionado sobre o desafio de logo mais, frente ao Recreativo do Libolo, no arranque da segunda volta da «Final Four», Paulo Macedo afirmou « queremos vencer, por isso, estamos preparados  para realizar uma grande partida de basquetebol», disse.No sábado, os militares deslocam-se ao Pavilhão 28 de Fevereiro, ao encontro do Grupo Desportivo Interclube, ao passo que o Libolo recebe no Complexo do Dream Space, em Viana, o Atlético Petróleos de Luanda.

BAI - BASKET
CLASSICAÇÂO

                                                      J          V          D            PM           PS           Pts
1º Recreativo do Libolo .........    02         0          193         173                      04
2º Petro de Luanda................    02         01        01          194       172          03
3º 1º de Agosto.....................    02          01        01         186        175          03
4º Interclube.........................   02           0          02         154        207         02


M.C

NBA
Sterling obrigado
a vender a franquia


O sindicato dos jogadores da Liga Norte-americana de Basquetebol (NBA) pediu na terça-feira para que o proprietário dos Los Angeles Clippers, Donald Sterling, seja obrigado a vender o «franchise», após os comentários racistas que proferiu. Sterling foi banido para sempre da NBA e multado em 2,5 milhões de dólares (cerca de 1,8 milhões de euros), mas os representantes dos jogadores querem que o dono dos Clippers se desvincule da propriedade da equipa.

«Os jogadores querem, quanto antes, que a NBA determine um calendário de procedimentos que forcem Sterling a vender a equipa», afirmou Roger Mason Jr., vice-presidente do sindicato. O mesmo responsável lembrou que os jogadores admitiam boicotar os jogos dos «play-off» caso o comissário da NBA, Adam Silver, não aplicasse qualquer castigo a Sterling, o que acabou por acontecer. «Não queríamos que toda a pressão incidisse sobre os nossos colegas Chris Paul e Blake Griffin como representantes dos Clippers. Estávamos prontos a boicotar os jogos», revelou Mason Jr.
O representante do sindicato acrescentou que o castigo é apenas «metade» das exigências dos jogadores.