Jornal dos Desportos

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Girabola

"Acredito que vamos ser campees"

Jorge Neto - 10 de Outubro, 2015

Filipe Nzanza reconhece momento de forma do Cala mas pensa na vitria no jogo desta tarde e espera o resultado da Acadmica do Libolo

Fotografia: Kindala Manuel

O técnico -adjunto do 1º de Agosto, Filipe Nzanza, considerou ser este o cenário que ansiava quando sempre defendeu a possibilidade da equipa ainda conquistar o título de campeão nacional,  tudo vão fazer para vencer hoje às 15h30, no estádio 11 de Novembro, a formação do
Recreativo da Caála e aguardar que Deus ouça as preces do conjunto rubro -negro.

O auxiliar de Dragan Jovic disse em conferência de imprensa, na última quinta-feira no ex-RI 20, que sempre acreditou, como aconteceu, na possibilidade de o Recreativo do Libolo perder alguns pontos durante a caminhada.

“Acho que sim, porque enquanto matematicamente tudo era possível, nós equipa técnica, jogadores e direcção pensávamos que o Libolo também podia “adormecer”. Graças a Deus, isso aconteceu, estamos já no fim e o dia dos jogos é que vai definir tudo. Tenho rezado todos os dias, não só por causa deste jogo, mas nós sempre acreditamos e ainda acredito que vamos ser campeões”, disse.

O antigo médio militar garantiu, que esta é uma semana importante em função da grandeza do que está em causa, pois como disse, “acho que é uma semana muito importante para nós, porque é ela quem vai definir tudo. Felizmente a equipa treinou bem, não há problema, embora haja muita ansiedade da parte de todo o mundo, adeptos, dirigentes, equipa técnica e dos jogadores, mas vamos fazer tudo para ver se acabamos bem o nosso campeonato”, assegurou.

Em situações como estas, Filipe Nzanza considera que a ansiedade dos jogadores é normal, mas que durante a semana de preparação foi feito todo um trabalho para se ultrapassar esta situação.

“Eu penso que isso é normal, não somos só nós, os adversários também estão ansiosos e apenas com muita conversa, acima de tudo, que pode diminuir esta ansiedade”, prontificou.

De acordo com Filipe Nzanza, a equipa técnica tem conversado muito com os jogadores no sentido de estarem concentrados no objectivo que perseguem, que passa pela vitória diante do Recreativo da Caála.

“Pedimos aos jogadores para terem calma, terem os pés bem assentes no chão e nada de euforias e de pensar que já está tudo feito, porque ainda não está nada feito. Vamos continuar sempre a trabalhar à nossa maneira, a respeitar o adversário para ver se nós fizemos o nosso trabalho, ganhar o jogo e o resto é Deus quem sabe”, disse.

Sobre o adversário desta tarde, Filipe Nzanza elogiou o bom desempenho dos pupilos de Hélder Teixeira, no segundo turno do campeonato, em que conseguiram sair da zona de despromoção.

“É uma boa equipa, o Caála fez uma segunda volta de se lhe “tirar o chapéu”, acabou a primeira volta em último e neste momento, eles estão acima de muitas equipas que estavam em melhores condições. Por isso, merece que lhes “tiremos o chapéu” por tudo aquilo que fizeram, pelo bom trabalho feito pelo mister Hélder”, elogiou.


CASTIGO
Médio Jumisse
falha o desafio


A equipa inicial do 1º de Agosto, que defronta hoje às 15h30,  no estádio 11 de Novembro, em Camama, o Recreativo da Caála, vai aparecer com alterações em relação a que apresentou na jornada passada. As mudanças resultam de castigos federativos, internos e lesão de jogadores.

O conjunto militar não vai contar com o médio -trinco Jumisse, que cumpre um jogo de suspensão por acumulação de cartões amarelos e com o guarda-redes Tony Cabaça que recupera de uma lesão no joelho esquerdo.

De fora deste jogo ficam igualmente os três jogadores suspensos, por castigo interno do clube, o médio -trinco Nary, o avançado senegalês Ben Traoré e o avançado burundês Ndikumana. O técnico -adjunto Filipe Nzanza disse que nesta altura do campeonato é difícil contar com todos os jogadores, por diversas razões, pois “estamos no fim do campeonato e é difícil ter o grupo completo, há sempre lesão e outras questões, mas acima de tudo o plantel está bem”, considerou.

Este jogo pode ser decisivo também, na definição do principal artilheiro da equipa, já que competem três jogadores, Ary Papel (10), Gelson (10) e Mateus Galiano (10), que têm tudo em aberto para lograr este feito individual.

Em relação as entradas no "onze", o técnico Dragan Jovic tem três opções para a baliza: Dominique, titular no jogo passado, Julião e Neblú.
Para colmatar a ausência de Jumisse, o nigeriano Ibukun pode ser uma aposta.

Deste modo, a equipa inicial pode ser a seguinte: Dominique (Neblú) - Isaac, Massunguna, Ekundi e Paizo - Ibukun, Manucho, Buá e Ary Papel - Mateus Galiano e Gelson.            
JN