Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
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Girabola

guia soma duas derrotas sem marcar

Betumeleano Ferro - 01 de Março, 2016

A ausncia de golos est a condicionar o Benfica de Luanda

Fotografia: Jornal dos Desportos

O poder ofensivo do Benfica de Luanda demora a aparecer no Girabola Zap, talvez explique por que a águia esteja com a pior diferença de golos marcados e sofridos do campeonato.

Em duas jornadas disputadas, a equipa permitiu aos adversários marcar quatro vezes, dois golos para cada contendor, mas demora a ser capaz de balançar as redes contrárias.

Ainda é cedo para ter as certezas, até porque  o campeonato mal começou, mas uma coisa é que o ataque encarnado tarda em entrar em cena no campeonato. Por enquanto, é prematuro classificar o sector como o  elo fraco da equipa, mas é fácil perceber que ninguém é capaz de alcançar bons resultados, sem marcar.

A ausência de golos está a condicionar o Benfica de Luanda, mas são os avançados que mais estão afectados pelo mau arranque dos encarnados. Tal como os guarda-redes são sempre destaques pela negativa quando não cumprem com a obrigação em campo, os avançados também ficam com o prestígio beliscado quando deixam de aparecer no momento em que mais se precisa deles.

Com excepção do estreante Amido Baldé, os outros atacantes Bena e Pedro, são conhecidos pela intimidade que demonstram em relação aos golos. Por isso, o fim da seca dos avançados encarnados pode ser uma questão de tempo, mais jornada menos jornada podem aparecer para assinar o livro dos golos.

Fizemos um recuo estatístico até 2006 e não encontramos uma temporada em que o Benfica de Luanda tenha perdido nas duas primeiras jornadas, tão-pouco o ataque tenha ficado em branco. O que está a acontecer agora não tem precedentes nos anos a que nos referimos, 2006 à 2016.

 O número de jornadas disputadas no Girabola ZAP é insuficiente para falar em crise de resultados no Benfica, mas a dupla dose de 2-0 aplicada pelo 1º de Agosto e pelo 4 de Abril  fazem  que o técnico Zeca Amaral tente dar uma nova afinação ao poder ofensivo da equipa, para que a confiança provocada pelos golos marcados contagie o rendimento da defesa, um dos grandes baluartes da equipa na temporada passada