Jornal dos Desportos

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Girabola

Al assombra maquisardes no Mundunduleno

Daniel Melgas - Luena - 10 de Setembro, 2017

O Maquis assumiu diante dos proletrios as rdeas do desafio.

Fotografia: Jornal dos Desportos

Ou seja, os maquisardes perderam (0-1) ontem, no Mundunduleno, a “primeira das sete finais” que devem disputar até o final do Girabola Zap 2017, visando a permanência na competição.

Contudo, o jogo devia ter um outro desfecho, caso o árbitro Miguel Julião Mateus tivesse a coragem de assinalar um penálti a favor aos maquisardes aos 69 minutos.

Polémica à parte, diferente do último jogo em casa, o Maquis assumiu diante dos proletários as rédeas do desafio, com um futebol dinâmico e muito ofensivo, mas muito perdulários, com os jogadores a pensarem mais com o coração do que com a cabeça.

A equipa da casa criou várias oportunidades de golos, as mais evidentes aos 5 minutos, por Djó, e aos 12, 27 e 30, por Jó Paciência, porém, a sorte não esteve do lado dos rapazes da equipa do Moxico. Para além disso, faltou displicência, concentração e eficácia.

O 1º de Maio de Benguela, ao contrário do que se previa, mostrou-se à altura do adversário. Depois de estudar o Maquis equilibrou a partida, carregado pelos \"carrascos\" Bartolo, Caporai e Fatite. A quebra física de ambas formações trouxe improdutividade e com ela o intervalo nulo.

O FC Bravos do Maquis iniciou melhor a segunda parte com a entrada do avançado Chole mas cedo sentiu o peso do 1º de Maio que também procurava a vitória, embora praticasse algum anti-jogo, comportamentos pouco dignos do técnico visitante que, em alguns momentos do desafio, entrou nas quatro linhas para reclamar a péssima arbitragem de Miguel Mateus.

Aos 70 minutos do desafio, antes de Jó Paciência atirar rentinho à baliza do guarda-redes do 1º de Maio, que seria o primeiro golo, o Maquis reclamou uma grande penalidade, depois de um defensor da equipa de Benguela levar a mão à bola, que o árbitro da partida fez vista grossa.

E a um minuto do fim do jogo, o 1º de Maio organizou um contra-ataque rápido, assumido depois pelo avançado Caporai que, à entrada da grande área, fez um grande passe para Alé, recém-entrado no jogo, que com calma e colocado fez o resultado final do desafio.