Jornal dos Desportos

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Girabola

Alberto Cardeau define objectivos

Daniel Melgas, no Luena - 29 de Maio, 2016

Treinador da formao do planalto central enaltece a determinao do plantel e espera a mesma postura no jogo desta tarde

Fotografia: Santos Pedro

Embalado com o percurso da equipa desde que assumiu o comando, o treinador reiterou manter o ciclo para retirar o único representante do Huambo no Girabola da zona de despromoção. Para a visita ao Desportivo da Huíla, no domingo,  afirmou que o propósito é vencer.
 
“Primeiro, queremos tirar a equipa da zona aflita em que se encontra e depois, pensamos em fazer um campeonato mais tranquilo. Só assim, é que podemos sonhar mais alto e apontar outros objectivos”, revelou na antevisão desta tarde frente aos militares da Frente Sul.

Alberto Cardeau reconhece que “vai ser um jogo difícil. O Desportivo tem aproveitado bem os jogos em casa, perdeu  na recepção a Académica do Lobito. Para nós, o importante é não perder, aliás, vamos lutar pelos três pontos ou no mínimo, um”, sublinhou.

O técnico perdeu só um jogo desde que assumiu a equipa na sexta jornada, está consciente do momento menos bom que o seu oponente está a viver, mas sabe também que pode a qualquer altura inverter o quadro e regressar aos momentos áureos.

“A qualquer momento pode reabilitar-se e acredito que pensa sempre no próximo jogo. Ainda assim, não deixa de ser favorito para esse jogo, e claro, cabe-nos contrariar esse favoritismo”, realçou.

O timoneiro do CRC reconhece as limitações do seu plantel, mas não teve receio de afirmar que pretende manter na senda de bons resultados, por isso, a mesma determinação e atitude dos seus jogadores ante um opositor preocupado com os últimos resultados.

 “Não temos galácticos, mas temos verdadeiros operários o que é o mais importante. Temos algumas limitações como qualquer um outro clube, contudo, o importante é trabalhar bem o grupo para o que pretendemos”, avançou.

Convidado a comentar sobre as estatísticas que apontam para 11 golos marcados e 14 sofridos, o técnico esclareceu que desde o seu consulado os caálenses  marcaram nove tentos e sofreram três golos. Tem um saldo de seis positivos.

“A estatística geral mostra isso e preocupa-nos, mas para o conhecimento público, desde que assumimos a equipa, fizemos o que mais ninguém conseguiu: em oito jogos a equipa marcou nove golos e sofreu três, e fez 15 pontos”, finalizou.