Jornal dos Desportos

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Girabola

Andr Makanga refora Libolo

Joaquim Suami - Cabinda - 16 de Setembro, 2017

Tcnico pode abandonar em definitivo o FC de Cabinda com quem tem igualmente vnculo contratual para colocar a equipa na primeira diviso

Fotografia: kindala Manuel | Edies Novembro

O antigo capitão da selecção nacional de futebol de honras, André Makanga, aceitou o convite da direcção do Recreativo do Libolo para reforçar a equipa técnica tetracampeã nacional,  apesar de ter um vínculo de trabalho com o FC de Cabinda, soube o Jornal dos Desportos do ex-adjunto de Romeu Filemon e José Kilamba nos Palancas Negras.

André Makanga aceitou o convite de trabalhar como técnico-adjunto do Recreativo do Libolo até que a direcção dos gorilas do Maiombe criem as condições técnicas e administrativas para se avançar com o projecto que visa retornar a formação azul e branca ao Campeonato Nacional da Primeira Divisão.
 
"Não rompi com o FC de Cabinda. Antes de arrumar para o Recreativo do Libolo, conversei com o empresário Lulu,  que levou-me a Cabinda, e disse-me que não haveria problemas em aceitar qualquer convite. Se até no final do ano, o FC de Cabinda reunir todas as condições técnicas e administrativas, regressarei para abraçar o projecto, mas, neste momento, como tudo está parado, aceitei o convite do Libolo", explicou.

André Makanga disse estar aborrecido com a direcção do FC de Cabinda por não estar a cumprir com os prazos estabelecidos para o inicio dos trabalhos.

"Estou aborrecido porque deveríamos começar com os trabalhos no dia 1 de Agosto, o que não aconteceu, depois disseram-me que seria no dia 15, também não aconteceu. Não está haver interesse dos dirigentes do FC de Cabinda. Não gosto ficar parado, aliás, aceitei o convite do FC Cabinda é para trabalhar, gosto de estar no activo e como no FC de Cabinda as coisas estão paradas, apareceu esta oportunidade do Libolo e aceitei.  O acordo que tenho com o Libolo é para ficar até no final do campeonato, agora, estou a dar uma margem para os dirigentes do FC de Cabinda resolverem os problemas do clube", referiu.

André Makanga actuou no Salgueiros, FC do Porto, Alverca, Vitória de Guimarães, Académica de Coimbra, Boavista (Portugal), na Turquia e no Kuwait.

O antigo médio jogou 12 anos pela selecção nacional, tendo participado em quatro Campeonatos Africanos das Nações (CAN) e uma presença no Campeonato do Mundo, na Alemanha, em 2006.

 Makanga foi durante três anos seleccionador-adjunto das honras, no consulado de Romeu Filemon e posteriormente de José Kilamba.


SELECÇÃO "AA"
“Fizeram
tantas promessas” 


O ex-internacional angolano André Makanga, que durante três anos foi seleccionador-adjunto de Romeu Filemon e de José Kilamba, revelou ontem, em entrevista ao Jornal dos Desportos, que actual direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), presidida por Artur Almeida e Silva, mentiu-o, durante a campanha eleitoral, com a promessa de colocá-lo como seleccionador nacional dos Palancas Negras.

André Makanga, agora, no Recreativo do Libolo, como técnico-adjunto de Pedro Caravela, referiu que saiu de uma maneira estranha como seleccionador-adjunto dos Palancas Negras, sem nenhum contacto prévio do presidente da FAF e do seu vice-presidente, o que considera falta de respeito.

"A nova direcção da FAF prometeu que iria contar comigo nos Palancas Negras como seleccionador nacional. Não sei se fui despedido ou deixaram de contar comigo, por isso, esta direcção deve se pronunciar a este respeito. Preciso manter uma conversa com eles para explicarem o que se passa", disse.

Acrescentou que durante a campanha eleitoral, o presidente Artur de Almeida e Silva garantiu-o que seria o seleccionador nacional das honras mas o que se vê hoje é o contrário, contrataram o brasileiro Beto Bianchi.

"Fizeram-me tantas promessas durante a campanha eleitoral, que seria o técnico da selecção nacional e que trabalharia com eles.

Fiquei triste quando contrataram um outro seleccionador, sem conversarem comigo ou pelo menos mandarem uma carta a explicar que já não contavam comigo. Contrataram um outro técnico e não me disseram nada, o que acho uma falta de respeito e de consideração", referiu.                       JS