Jornal dos Desportos

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Girabola

Ary Papel traz sorrisos

Betumeleano Ferro - 21 de Abril, 2015

Equipa do 1 de Agosto est transfigurada desde que o extremo Ary Papel regressou competio depois de trs meses de suspenso

Fotografia: Jornal dos Desportos

A estrela cintilante de Ary Papel está associada ao bom momento competitivo, por que passa o 1º de Agosto no Girabola. Sem o nome mais sonante do plantel, os militares perderam três jogos consecutivos, mas logo que se verificou  o seu regresso, registaram-se quatro triunfos, três deles seguidos, e dois empates.

A influência de Papel no plantel sempre foi reconhecida pelos treinadores e colegas, talvez isto também ajude a perceber com o seu regresso à competição, ajudou a equipa a estar melhor no aspecto defensivo. Nas seis jornadas em que o jogador suou a camisola rubro-negra, os adversários só festejaram em duas ocasiões, antes tinham balançado seis vezes as redes militares.

O estado de graça de Papel dura desde a época passada. Melhor, o seu momento de forma teve o mesmo efeito dum toque de caixa entre os militares.

A equipa tardava a reagir mesmo com a troca de Daúto Faquirá por Dragan Jovic, mas bastou o jovem jogador engatar com golos e exibições consistentes para o 1º de Agosto recuperar toda a auto-estima perdida nas jornadas inaugurais do Girabola 2014.

O efeito Papel, uma vez mais recolocou o 1º de Agosto na boca dos adeptos. Ou seja,  nas três jornadas inaugurais a equipa parecia condenada a desistir  de maneira prematura da corrida ao título, mas num ápice as coisas  inverteram-se porque a esperança militar renasceu, os 14 pontos amealhados em seis jogos permitiram aos pupilos de Dragan Jovic reentrar na corrida ao título.

A direcção de Carlos Hendrick estava a ser julgada na praça pública por ter lançado foguetes para o ar antes do início do campeonato, mas agora que o 1º de Agosto encostou-me  ao líder Interclube, quatro pontos separam as duas equipas, o elenco rubro-negro ganhou mais ânimo para continuar a falar sem receio na reconquista do campeonato.

A rápida ascensão de Papel no 1º de Agosto é uma realidade evidente, bem ou mal o jovem jogador consegue conviver com a pesada responsabilidade de ser o “as” de trunfo num dos plantéis mais exigentes do futebol angolano, para provar que pode passar de promessa a certeza.

O regresso à competição de Papel também coincidiu com a seca de golos de Bem Traoré  e Gelson. Nas últimas seis jornadas o senegalês assinou quatro vezes o livro de ponto, enquanto Gelson fê-lo em três ocasiões, a última delas sábado contra o Sporting de Cabinda.

“Tudo isso o que está a acontecer demonstra que os nossos atletas estão a melhorar as suas performances”, enalteceu o adjunto Filipe Nzanza.


SOBRE ARY PAPEL
Equipa técnica alivia pressão


O técnico-adjunto Filipe Nzanza preferiu ser cauteloso quando instado a comparar o 1º de Agosto com ou sem Ary Papel. O colaborador de Dragan Jovic reconheceu que a equipa está melhor que antes, mas distribuiu os louros por todos. O rendimento do atleta mudou a imagem do plantel, por isso, o corpo técnico está na expectativa de ver a equipa a manter o espírito ganhador.

“A única coisa que posso responder neste momento, é que o nome da equipa não mudou, ainda somos o 1º de Agosto, com ou sem Papel vai ser sempre 1º de Agosto. O objectivo agora é tentar obter o maior número possível de vitórias, queremos dez ou mais vitórias consecutivas”, augurou.

A equipa técnica liderada por Dragan Jovic dá um tratamento público diferente ao consagrado Dani Massunguna. O central tem lugar cativo na equipa inicial, mas aos poucos o jovem Papel também começa a ser olhado de maneira diferente pelos seus treinadores por causa das exibições, golos e assistências.

A melhoria competitiva dos militares está a aumentar a confiança de todo o plantel, assim Filipe Nzanza espera que todos os atletas aproveitem esta boa fase para se deixarem contagiar pelos atletas mais experientes.

“Este não é o momento de se dormir à sombra da bananeira, é preciso amadurecer para que as coisas continuem a correr bem”, sublinhou.

As quatro vitórias consecutivas permitiram ao 1º de Agosto recuperar de maneira significativa, a equipa saiu da cauda para começar a espreitar o topo da classificação. O técnico-adjunto Filipe Nzanza garantiu que se Papel e outros atletas influentes do plantel continuarem a subir de rendimento, o longo jejum dos militares pode chegar ao fim este ano.

“O nosso porta-voz Carlos Alves há muito tempo que vem falando dos nossos objectivos para esta época, estamos a recuperar muito bem, ainda bem que isto está a acontecer porque nos permite continuar a lutar pelo título”, enalteceu.
BF