Jornal dos Desportos

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Girabola

ASA cede protagonismo para intruso Desportivo

Agostinho Narciso | Edies Novembro - 30 de Dezembro, 2019

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

Os militares da Região Sul, contra todas as expectativas, fizeram uma inédita colheita de pontos para terminarem em terceiro lugar.

A queda da equipa teve pouco de extraordinária. A bem da verdade, as épocas consecutivas que a histórica equipa do aeroporto fazia pela vida para se salvar \"in extremis\" da despromoção. Assim como sucedeu muitas vezes de 1986 a 1990, os aviadores sempre conseguiam encontrar uma maneira para se safar.

 Mas esse ano a equipa perdeu a fórmula salvadora e dessa vez não conseguiu nenhum socorro da secretaria, como aconteceu em 1990 quando desceu, mas permaneceu em 1991 porque o campeonato passou a ter mais duas equipas, pela primeira vez foram 16.

A boa época do Desportivo da Huíla tem de ser enaltecida. Primeiro, sem olhar para o que Kabuscorp, Interclube e Libolo deveriam ter feito durante a temporada. A equipa orientada por Mário Soares foi mais competitivos do que as tradicionais candidatas ao título e, fizeram uma campanha mais regular para fazer história com o terceiro lugar.

Com excepção do 1º de Agosto com quem protagonizou um dos jogos mais falados do ano, os huilanos fezeram a festa da vitória contra o tricolores, libolenses, polícias, palanquinos, caalenses, maquisardes e aviadores. 

Quem consegue esses êxitos contra adversários com mais tradição no campeonato, tem de ser recompensado como nunca antes. Foi exactamente isso o que aconteceu com o Desportivo da Huíla, cujo desempenho caseiro foi dos mais eficientes de todo o campeonato, com excepção do Sporting de Cabinda mais ninguém conseguiu vencer no Ferrovia.