Jornal dos Desportos

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Girabola

ASA recebe Santa Rita de Cssia

Betumeleano Fer?o - 08 de Julho, 2017

Equipa do aeroporto quer manter a senda de vitrias

Fotografia: Paulo Mulaza | Edies Novembro

A prestação caseira do Santa Rita da Cássia tem muito pouco para assustar o ASA. Os católicos costumam dar muita réplica aos adversários, é verdade, mas no final saem sempre cabisbaixos do campo. É com esta realidade em mente que os aviadores vão a casa alheia tentar manter, a partir das 15h00, a sequência de bons resultados na segunda volta do campeonato.

O jogo tem carácter especial para o técnico Paulo Saraiva, já que, foi demitido da equipa do Uíje depois de a colocar na primeira divisão. A boa fase por que passam os aviadores dão motivos ao treinador para ser exigente demais com os seus atletas e, sem precisar pensar em vingança a eventual manutenção aviadora no campeonato tem de ser feita com os três pontos desta tarde.

A intermitente campanha do ASA no Girabola ZAP deu ao corpo técnico e atletas todos os elementos necessários para enfrentarem um aflito como o Santa Rita com uma certa cautela. Quem viveu nas ruas da amargura consegue pensar como o adversário, o que significa ser este jogo um daqueles em que os visitantes estão proibidos de falhar.

O campeonato de recuperação da equipa aviadora vai ser renhido até o fim, um bom motivo para que a formação do Aeroporto provoque uma praga de saraiva, no estádio 4 de Janeiro. Quanto mais correrem e jogarem com eficiência, menos chance os donos de casa têm para empatar.

Os aviadores estão com mentalidade renovada desde a entrada de Paulo Saraiva, mas o empate na jornada passada com o Sagrada Esperança veio em boa hora porque serviu de sério alerta também para os próprios atletas. A deslocação ao Uíje é um bom teste ao poder de reacção dos aviadores. A equipa tem de aproveitar bem as fraquezas do lanterna vermelho e, se isto não acontecer é possível que o ASA venha a pagar uma factura alta nas próximas jornadas.

A despromoção do Santa Rita é a cada jornada uma certeza absoluta, não há luz no fundo do túnel capaz de aumentar a crença num eventual milagre, pelo que só resta a equipa se esforçar para ser o mais profissional possível para cumprir com zelo as suas obrigações em campo.

Os católicos não vão ficar a rezar o terço durante os 90 minutos, é verdade, mas a mente dos atletas agora está mais focada em conseguir um novo contrato numa equipa com um melhor nível de organização e até financeira, superior a actualidade formação.
Mas para que surjam novos compradores, é importante que os católicos aproveitem até o final do campeonato para causar surpresas, pois, é impossível que na condição de lanterna vermelha sejam levados em conta na hora de se atribuir o favoritismo.