Jornal dos Desportos

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Girabola

ASA vence e afunda JGM

Augusto Panzo - 15 de Outubro, 2017

Coube equipa anfitri a ousadia de ameaar a baliza adversria logo aos dois minutos

Fotografia: Dombele Bernardo

A formação do Atlético Sport Aviação (ASA) deu um importante passo na luta pela permanência, após vencer ontem o JGM do Huambo por duas bolas a uma, numa partida que envolveu duas, das quatro equipas aflitas na tabela classificativa geral do Girabola Zap do corrente ano. Os golos da contenda foram apontados por Love, aos 66´ e Paz aos 81´, do lado do ASA, e por Barnabé, aos 51´, do lado dos visitantes.

O resultado em si não espelha muito a realidade daquilo que foi o jogo, pois, do ponto de vista técnico a partida não teve grandes recortes consideráveis, em função da forma como as duas equipas jogaram.

A qualidade de futebol exibido no terreno do jogo, levou inclusive os adeptos dos dois conjuntos presentes no Estádio dos Coqueiros, a apurarem os respectivos clubes, porque os artistas da bola não conseguiam chegar ao condimento mais importante que se precisa num desafio futebolístico, que é o golo.

Apesar desses pressupostos, coube à equipa anfitriã a ousadia de ameaçar a baliza adversária logo aos dois minutos, quando Love, na cobrança de um livre directo, obrigou o guarda-redes do JGM a desviar o esférico para canto.  Amarrado à consciência de conseguir os três pontos, para salvar a \'aeronave\' de um possível tombo, os jogadores aviadores continuaram a exercer alguma pressão sobre o adversário, mas permaneciam com a pontaria desafinada.

Isso permitiu ao conjunto vindo do Planalto Central ganhar alguma confiança de si e tentar mostrar que não era um mero espectador em campo, visto que, a sua situação classificativa na tabela é igualmente preocupante. Mesmo assim, as duas equipas não conseguiram atingir o alvo na primeira parte, facto que fez com que os contendores fossem ao intervalo na condição de uma igualdade a zero bola. De regresso dos balneários o ASA tentou mostrar maior acutilância, chegou mais vezes junto da baliza adversária, mas continuava a pecar na finalização, porque nenhum dos seus atacantes ousava violar as redes do JGM. E como que a fazer jus ao velho ditado de quem não marca sofre, foi a formação do Huambo que tirou proveito da distracção do ASA e, num monumental golo de chapéu marcado por Barnabé sobre o guarda-redes Maguette, abriu o activo aos 51.

A bem dizer, o tento apontado pela equipa visitante despertou a mente dos pupilos de Paulo Saraiva, que passaram a exercer muita pressão na zona mais recuada do JGM e só não continuavam a chegar ao golo, até que, aos 66´Love restabeleceu a igualdade.

Com o empate alcançado, os homens do aeroporto ganharam a crença de que tudo era possível, e foi nesse acreditar que os aviadores chegaram ao segundo golo aos 81´, apontado por Paz, que serviu para o desfecho final da contenda.


TREINADORES

Paulo Saraiva  
(ASA)

“Os nossos jogadores
são heróis”

“Os nossos jogadores são heróis, estamos agradecidos pelo que fizeram. Passam por dificuldades, trabalham , treinam e, no fundo,  estamos unidos. Sabemos que ainda há pontos em disputa. A esperança é a última coisa a morrer, vamos trabalhar para os próximos jogos e garantir a manutenção no campeonato”.

Águas da Silva 
( JGM)

“Vamos levantar
a cabeça”


“O ASA ganhou bem, não podemos lamentar, mas mostrámos que temos equipa. Há ainda nove pontos em disputa, termos rapaziada motivada, hoje não foi possível ganhar, vamos levantar a cabeça para conseguirmos isso nos próximos jogos”


MELHOR EM CAMPO
Bena desarticula


Apesar de ter sido muito rigoroso no capítulo disciplinar contra o conjunto proveniente do Huambo, que acabou por somar cinco cartões amarelos, o juiz Romualdo Baltazar fez um trabalho regular, com um ou outro erro compreensível. Deixou algumas dúvidas com relação àquele que seria o terceiro golo do ASA, marcado por Bena, mas que não mereceu a anuência do juiz, que considerou a bola não ter ultrapassado a linha do golo. De resto, ele e os seus assistentes Pedro Alberto e António Livongue estiveram  quase numa sintonia total.

 
ARBITRAGEM
Baltazar foi regular


“Apesar de ter sido muito rigoroso no capítulo disciplinar contra o conjunto proveniente do Huambo, que acabou por somar cinco cartões amarelos, o juiz Romualdo Baltazar fez um trabalho regular, com um ou outro erro compreensível. Deixou algumas dúvidas com relação àquele que seria o terceiro golo do ASA, marcado por Bena, mas que não mereceu a anuência do juiz, que considerou a bola não ter ultrapassado a linha do golo. De resto, ele e os seus assistentes Pedro Alberto e António Livongue estiveram  quase numa sintonia total.”.