Jornal dos Desportos

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Girabola

Asa vive clima de agitao

Augusto Panzo - 20 de Outubro, 2016

Falta de pagamento dos contratos e salrios em atraso o problema

Fotografia: Jornal dos Desportos

O ambiente, na sede do Atlético Sport Aviação (ASA), é de agitação. A equipa volta a realizar a partir das 15h30 de hoje, no seu campo, mais uma sessão de treinos, com vista ao aprumo que se impõe para o duelo da 28ª jornada do Girabola ZAP de 2016, com o Benfica de Luanda, mas há ainda a preocupação de muitos jogadores em relação ao não cumprimento total dos contratos, por parte da direcção do clube aviador. Trata-se das últimas três tranches e três meses de salários em atraso.

O Jornal dos Desportos esteve ontem no local, e notou que alguma desmotivação por parte dos jogadores, para além de que a sessão de treinos começou com um atraso de aproximadamente 45 minutos, sem justificação plausível.

"A situação está insuportável. Somos jogadores aqui no clube, mas chefes de família nas nossas casas. O que estamos a viver, neste momento, é algo difícil de compreender, porque de forma geral, a situação social do país não está para menos, e muito menos aqui na cidade de Luanda", afirmou alguém que preferiu o anonimato.

A nossa fonte reforçou o "discurso", e disse  haver questões pendentes de certos jogadores, ligadas à saúde e ao pagamento de propinas nos colégios.
"Muitos de nós, temos dívidas contraídas por causa da saúde dos membros das nossas famílias, por causa da falta de pagamento de propinas nos colégios onde estudam os nossos filhos, assim como nas creches, onde andam. Basta analisar isso, para ver o quão estamos a sofrer", acrescentou.
Outro jogador que se juntou ao  companheiro lembrou, o mote fundamental da insatisfação está  relacionado com o não pagamento das restantes três tranches contratuais dos atletas.

"A época está no fim, nós continuamos sem receber o nosso dinheiro, referente aos contratos. Daqui a pouco o campeonato acaba e vêm outras preocupações para nós, porque ficam as dívidas por saldar. E, geralmente, neste tipo de situações, nós jogadores somos os mais prejudicados, porque às vezes, as direcções dos clubes acabam por não pagar esses valores", disse o referido atleta.     

O Jornal dos Desportos fez várias tentativas telefónicas, para contactar o presidente reeleito do clube aviador, Elias José, mas foram infrutíferas.
Uma fonte próxima do dirigente disse que estava a resolver um problema de carácter familiar.