Jornal dos Desportos

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Girabola

Associao da Hula recua na deciso de impugnao

BENIGNO NARCISO, NO LUBANGO - 23 de Fevereiro, 2019

guia huilana aplaude deciso sada da reunio de quinta-feira na capital do pas

Fotografia: Vigas da Purificao

A Associação Provincial de Futebol da Huíla (APFH) suspendeu a decisão de impugnar o Campeonato Nacional de Futebol da Segunda Divisão, a vulgo Segundona, que vai apurar as equipas que ascendem ao próximo Girabola Zap, cujo arranque está marcado para o dia 3 de Março, resultante de um acordo e satisfação de exigências que impôs à Federação Angolana de Futebol (FAF).
O presidente da APFH, João Gonçalves, esclareceu que “o perdão” surge de uma reunião realizada na quinta-feira, na sede da FAF, em Luanda, em que a alteração dos moldes de disputa da prova, pelo órgão que rege o futebol nacional, para o sistema de competição única, de todos contra todos a duas voltas, ao contrário do modelo anterior, por zonas (A, B e C), como era norma, mereceu o “respaldo” legal das Associações provinciais e clubes.
A Associação da Huíla defendia, que a Federação não dispunha de competência, de por si só alterar os regulamentos e que qualquer alteração às normas, só ganharia legalidade por via da realização de uma assembleia-geral, ou reunião com a participação das Associações provinciais e clubes, que foi o que aconteceu.
 “A Associação Provincial de Futebol da Huíla, já não vai impugnar a prova. Tivemos um encontro com a Federação Angolana de Futebol. A FAF não tinha a competência para por si só alterar os regulamentos. Tinha de ser por via de uma assembleia -geral ou de um encontro com os clubes e Associações provinciais. Aconteceu e demos o nosso respaldo”, anunciou.
Adiantou, que a anulação e a supressão das quatro equipas que foram inseridas no calendário da prova, após a realização do sorteio, violava os regulamentos, contribui  a decisão de ser reposta a legalidade desportiva, um primado que a Huíla defende para o futebol nacional. Na sequência do encontro, a direcção do Benfica do Lubango, representante da província no campeonato, autorizou a participação da equipa principal de futebol na prova.  Jackes da Conceição, presidente do clube encarnado, assegurou que o Benfica tem a decisão definida e entra na competição.
 “O Benfica nunca rejeitou competir. O que exigíamos e condicionaria a nossa participação era a reposição ou não, da legalidade. Alterar regulamentos sem o conhecimento prévio para análise, reflexão e posterior aprovação ou não dos participantes e incluir equipas que não participam no sorteio e de repente surgem inseridas, extravasa toda a planificação financeira feita, com base num primeiro sorteio, e é ilícito”, disse.
O presidente do Benfica disse, que o orçamento definido pela direcção, não especificado, cobre os custos decorrentes das deslocações às províncias presentes no sorteio, no total onze equipas e não catorze.