Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Ausncia de Chiwe levanta suspeita

BENIGNO NARCISO - LUBANGO - 07 de Março, 2019

A ausncia do capito Chiwe, no polmico duelo da 17 jornada do campeonato nacional

Fotografia: Jornal dos Desportos

A substituição do capitão e defesa central do Desportivo da Huíla, Chiwe, quando faltavam poucos minutos para o início do jogo, de domingo, diante do 1º de Agosto, a contar para a 17ª jornada do Girabola Zap, por um lado apanhou desprevenida a equipa técnica liderada por Mário Soares, que se viu forçada a utilizar o defensor Maludi, no \"onze\" inicial, por outro, foi entendida por muitos aficionados do desporto - rei, em terras huílana, como uma \"atitude propositada\".
Os adeptos e agentes desportivos na Huíla, contactados pelo Jornal dos Desportos, alegam que o jogador forçou a ausência em campo, porque não se sentiu motivado para disputar o jogo, assim como outros colegas de equipas que não chegaram sequer a constar da convocatória de Mário Soares. 
A ausência do capitão Chiwe, no polémico duelo da 17ª jornada do campeonato nacional, segundo justificação de Franco Luís, delegado ao jogo do Desportivo da Huíla, resultou de uma indisposição causada por um \"desarranjo intestinal\", antes do apito inicial do árbitro Aylton Carmelino.   “O Chiwe sentiu-se mal, por indisposição. Achou-se que não pode jogar, foi ouvido e decidiu-se substituí-lo pelo Maludi”, disse.
O duelo de domingo, no Estádio do Ferroviário, no Lubango, está envolto em problema devido a um suposto jogo passivo adoptado pelo Desportivo da Huíla, para beneficiar o 1º de Agosto. Aliás, o comportamento dos atletas da casa, motivou enorme revolta e uma onda de insatisfação por parte de inúmeros adeptos que se deslocaram ao campo, para assistir ao jogo que terminou empatado a três bolas.
A ira dos adeptos surgiu, devido à forma como a equipa da casa, alegadamente, deixou os forasteiros marcar dois golos que permitiram a igualdade, quando o campeão nacional em título perdia, por 3-1, a 13 minutos do final da partida.
A postura dos dois contendores em campo, precipitou cânticos de revolta e reprovação, arremesso de objectos ao relvado, palavras de ameaça aos atletas e objectos contundentes aos autocarros que transportaram os dois conjuntos, situação que obrigou as forças da ordem a redobrar o cordão de segurança e uma actuação mais energética no interior e no exterior do Estádio.
Diante das ocorrências sobre o relvado, o técnico do Desportivo da Huíla, Mário Soares, abandonou o banco de suplentes e dirigiu-se com muitos minutos de antecedência do término do jogo para o balneário, em forma de protesto quanto à postura dos seus atletas e por não se rever e reconhecer a conduta dos mesmos.
Em declarações à imprensa, no final do jogo, Mário Soares visivelmente revoltado, disse que “vou pedir à direcção fazer um inquérito à equipa. O que se viu hoje (no domingo) aqui, coloca em causa a minha postura e qualidade profissional. Não consigo reconhecer e não me revejo, na forma como alguns dos meus atletas se comportaram em campo, nos últimos minutos do jogo”, desabafou.