Jornal dos Desportos

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Girabola

Aviadores alcanam vitria da crena

Augusto Panzo - 19 de Junho, 2017

Por isso, temos estado a trabalhar dia a dia e se naturalmente as coisas forem bem aplicadas no terreno de jogos, havemos de sair da situao em que nos encontrmos. A nossa inteno melhorar\

Fotografia: Dombele Bernardo | Edies Novembro

Vitória da crença. É o que o Atlético Sport Aviação (ASA) conseguiu na tarde de ontem, nos Coqueiros, diante do Desportivo da Huíla, pois, os aviadores precisaram de esperar até ao declinar da partida, aos 92 minutos, altura em que o central Josemar conseguiu violar as redes do militares da Região Sul com um golpe de cabeça, na sequência da cobrança de um pontapé de canto, naquele que foi o único golo do desafio.

A jogar em casa, cabia ao ASA tomar a ousadia de comandar o desafio, mas não foi isso que aconteceu, porque os aviadores entraram para o duelo cabisbaixos, factor que foi aproveitado pelo adversário, pois conseguiu ter o domínio do jogo durante os primeiros vinte minutos. Nesse período o Desportivo desperdiçou inclusive uma soberba oportunidade, aos 18´, quando um dos seus atacantes abrigou o guarda-redes Maguette a uma apertada defesa para canto, depois de um forte cabeceamento com a bola direccionada para a base do poste da baliza aviadora.

Refeitos do susto, os pupilos de Paulo Saraiva deram volta à sequência dos factos e, aos 20´chegaram ao primeiro golo, anulado pelo árbitro Mauro de Oliveira por indicação do seu segundo assistente Luís Mateus, alegando fora-de-jogo. Em resposta o conjunto vindo da cidade do Lubango intensificou os ataques, mas já com a estratégia bem implantada no terreno, os aviadores foram neutralizando essas tendências do clube huilano, o que levou as duas equipas a irem para o intervalo com um nulo.

De regresso dos balneários os dois técnicos efectuaram as devidas mexidas, mas a toada da primeira parte se manteve quase inalterada no período inicial do tempo complementar, até que, aos poucos, as coisas foram mudando tanto para um como para outro contendor. A expulsão aos 78´do lateral Anastácio, do ASA, por acumulação de cartões amarelos, obrigou esta equipa a fazer de tripas o coração, para aguentar a pressão adversária, porque o Desportivo quis tirar proveito desse factor, mas sem sucesso. E, quando tudo indicava que o nulo seria o resultado final, eis que, já no período de compensação às neutralizações o ASA chegou ao golo da vitória, carimbado por Josemar.
AUGUSTO PANZO

OPINIÕES
ASA
Paulo Saraiva 


“Nossa intenção é melhorar” 
\"Temos estado a trabalhar para que os resultados apareçam. O que puderam ver aqui (estádio dos Coqueiros) é fruto desse trabalho. Chamamos à atenção dos jogadores, para lembrar-lhes que a segunda volta do Girabola seria muito difícil, porque a diferença pontual entre as equipas da zona baixa, em comparação às de cima, não é muito abismal. Por isso, temos estado a trabalhar dia a dia e se naturalmente as coisas forem bem aplicadas no terreno de jogos, havemos de sair da situação em que nos encontrámos. A nossa intenção é melhorar\" 

Desportivo
Mário Soares

“ ASA foi um justo vencedor” 

“Não perder hoje (ontem) era uma dinâmica que nos cabia, porque queríamos obrigar o ASA correr mais, e nós darmos o bote e procurar a vitória. Tivemos uma ou duas oportunidades, mas não concretizámos. Para já foi uma grande partida de futebol, onde as equipas se encaixaram muito bem. Mas pronto, isso é futebol. A dois minutos do final não pode haver aquela desconcentração defensiva, quando até estrategicamente defendemos com dois homens. Sendo assim, não resta mais nada senão, felicitar o ASA que foi um justo vencedor” 

ARBITRAGEM
Trabalho razoável


O árbitro Mauro de Oliveira, que ontem dirigiu o desafio entre o Atlético Sport Aviação (ASA) e o Clube Desportivo da Huíla, no estádio dos Coqueiros, teve um trabalho razoável, embora tenha deixado os presentes com alguma dúvida sobre o golo que anulou aos aviadores. Esteve muito rigoroso no apito, mas flexível na mostragem dos cartões, pois, houve situações em que devia exibi-los, mas acabou por não o fazer. De resto, teve boa sintonia com os seus assistentes Adão da Silva e Luís Mateus, para além de ter forçado no cartão vermelho a Anastácio, pois, pareceu não haver intenção da parte do jogador, tocar a bola com a mão, porque sofreu um impulso por trás, que o obrigou a levar a mão à bola. Os assistentes também tiveram um bom trabalho na partida disputada nos Kuricutelas.