Jornal dos Desportos

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Girabola

Aviadores ofuscam pretenso dos tricolores

16 de Maio, 2016

Aviadores e tricolores ficaram pela repartio de pontos ontem no estdio dos Coqueiros no prosseguimento da 12 jornada do campeonato que encerra hoje tarde em Calulo

Fotografia: Nilo Mateus

O Atlético Sport Aviação (ASA) consentiu ontem um empate nulo diante do Petro de Luanda, numa das partidas que contou para o prosseguimento da 12ª ronda do Girabola Zap 2016, que teve como palco o Estádio dos Coqueiros, conseguindo desta forma o seu primeiro ponto, depois de um jejum que durou seis jogos.

Apesar da vontade de ganhar que os dois contendores carregavam na bagagem, o futebol apresentado pelas duas equipas não teve grandes recortes técnicos de realce. Tal como era esperado, quer os aviadores, como os petrolíferos, entraram com a missão de arrancar os três pontos em disputa, procurando visar a baliza adversária o quanto mais cedo fosse possível, mas as coisas não correram a perfeição como perspectivavam.

Não obstante isso, o Petro foi mais senhor em campo na primeira meia hora de jogo, mas encontrou uma defesa aviadora muito consistente, sobretudo no seu eixo central onde Jonhson e Josemar não deram tréguas aos adversário, para além do lado direito que esteve igualmente bem guarnecido pelo reaparecido Chonene.

Em resposta, os atacantes do ASA também foram tentando furar a barreira defensiva do Petro, comandada pelo camaronês Etah, mas em vão, pois o golo esteve muito longe de acontecer, o que levou as equipas a entrarem para o intervalo com uma igualdade nula. Na ânsia de darem mais força anímica aos seus conjuntos, os dois treinadores mexeram os respectivos xadrez, com o ASA a tirar Milex e colocar Reginó em campo, e o Petro a trocar Manguxi para o lugar de Duarte.

Isso foi ligeiramente benéfico para o Petro que acabou por ganhar uma grande penalidade mas que Job não conseguiu transformar em golo, porque o guarda-redes Maguette foi tirar a bola justamente no canto em que esta se direccionava.

Passado esse momento, foi a vez do ASA viver um bom período e mostrar um futebol muito vistoso, mas tal como o seu oponente, o ataque não conseguiu carburar ao ponto de chegar ao golo, o levou as duas equipas a repartirem os pontos até ao apito final de Paulo Sérgio.
 
A equipa de arbitragem liderada por Paulo Sérgio deixou muito a desejar. Mostrou claramente a intenção de beneficiar os tricolores. A título de exemplo, ficou por assinalar a falta cometida por Mabiná sobre Fofó, aos 53 minutos, que ditou automaticamente a substituição forçada do jogador do ASA, por ter causado uma lesão no tornozelo esquerdo.

Mas numa situação idêntica que aconteceu com um dos jogadores do Petro, o juiz não olhou para trás em assinalar a imperfeição. Paulo Sérgio usou duas contas e duas medidas.

OPINIÃO DOS TÉCNICOS
José de Carvalho  (ASA)

“Partida bem disputada”

"Foi uma partida bem disputada, diante de um adversário bem estruturado e bem orientado. Mas nós sabemos a situação em que nos encontramos. Nesta altura a pressão tem acusado a minha rapaziada, mas o nosso trabalho tem sido, visando exactamente esse momento menos bom. Temos feito as coisas no sentido de fazer uma inversão dos resultados, com vista sairmos dessa situação"

Roberto Bianchi   (Petro )
“Não fomos felizes”

"Tivemos o Duarte em campo que vinha de uma lesão durante muito tempo, sem participar na melhoria do seu ritmo competitivo, mas o tempo que esteve em campo, jogou bem. O Diógenes é um jogador forte e tem vindo a jogar no onze inicial. Procurámos o golo, tivemos uma grande penalidade, mas fomos infelizes. Ainda assim, tentámos esse golo até ao final. Só que o ASA defendeu-se muito bem, fechando bem o seu sector defensivo" 

1º DE MAIO VS 4 DE ABRIL
Espectáculo sem sal

O 1º de Maio de Benguela e o FC 4 de Abril do Cuando Cubango "acordaram" o empate a zero, ontem, no estádio municipal Edelfride Palhares da Costa "Miau", em partida pontuável para a 12ª jornada do Girabola Zap 2016. O rigor táctico e determinação das duas equipas foram a nota dominante da contenda assistida por cerca de duas mil pessoas.

Dizer que o empate assenta-se perfeitamente, pois nada mais fizerem senão o festival de falhanços protagonizado pelos atacantes das duas equipas, ante ao desespero dos dois bancos de suplentes, cujos técnicos, fartavam-se de gesticular-se, o que atrapalhava ainda a situação, de si complicada, para os atletas.

Na verdade, registou-se, da parte dos atacantes, muita falta de imaginação na hora da zona do rigor, o que facilitou grandemente a acção dos defesas contrários. Aliás, foi daí em que se resumiu a história do jogo: empate a zero.

Em abono da verdade, tanto o 1º de Maio de Benguela, como o 4 de Abril do Cuando Cubango, fizeram o que esteve a seu alcance e não conseguiram, tudo por manifesta falta de destreza e competência nos momentos cruciais da contenda. Ou seja, viram-se barrados na estratégia montada pelas respectivas equipas técnicas.

Em suma, foi uma partida bonita de se ver, tanto é que no fim, o público deixou o estádio satisfeito. Não foi por acaso que o trio de árbitros, composta pelas senhoras Tânia Duarte (principal), Luísa Luhako e Adália Jeremias (assistentes) acabaram ovacionadas, numa clara gratificação pelo trabalho realizado na tarde de ontem, no municipal Edelfride Costa "Miau". Por isso, mereceu da nossa parte a distinção máxima. 
JÚLIO GAIANO, EM BENGUELA