Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Aviadores tm pior arranque

Augusto Panzo - 18 de Março, 2017

entrada da stima jornada do Girabola Zap de 2017, o ASA somou quatro empates

Fotografia: Santos Pedro | Edies Novembro

O Atlético Sport Aviação (ASA) tem o pior arranque, de um campeonato nacional de futebol, em comparação aos últimos três anos. À saída da sexta ronda, a formação aviadora ainda não experimentou o sabor da vitória, ao contrário do que era costume acontecer,  em outras épocas.

À entrada da sétima jornada do Girabola Zap de 2017, o ASA somou quatro empates, todos caseiros, e sofreu duas derrotas fora do seu território. Marcou três golos em casa, ao contrário, não apontou  nenhum tento em casa adversária.

Leva vantagem no que diz respeito a derrotas em casa, pois, até à jornada em referência, a equipa treinada por João Machado continua imbatível no seu terreno, ao contrário dos anos anteriores, em que na mesma condição temporal, o ASA tinha sofrido alguns desaires.

O quadro comparativo indica, que em 2016 por exemplo, até à ronda número seis, o conjunto do bairro Mártires de Kifangondo contava com nove pontos, resultantes de três vitórias, das quais uma fora do seu “habitat”, e o seu ataque tinha já marcado nove golos, e defesa tinham sofrido 10 tentos.

No mesmo período em comparação, mas no Girabola de 2015, os aviadores somavam nove pontos, frutos de duas vitórias (uma em casa e outra fora) e três empates, repartidos em um caseiro e dois forasteiros. Os seus artilheiros contavam com seis golos apontados, e o sector defensivo sofrera três tentos.

A formação aviadora está a espelhar, assim, muitas fraquezas na presente edição do Girabola Zap, nos seus dois principais sectores que dão corpo ao plantel, nomeadamente, a defesa e o ataque, a julgar pelas diferenças que se podem notar, no quadro comparativo.

Até à sexta jornada do Girabola do presente ano, a zona defensiva da formação aviadora permitiu que os atacantes adversários violassem a baliza, por seis vezes, em três ocasiões nos jogos caseiros, e outras tantas nos desafios fora de casa.

No ataque, os avançados do ASA marcaram três golos, em jogos de casa, mas ainda não fizeram fora, pois até aqui, as estatísticas ainda não registaram nenhum tento apontado em  terreno adversário.


HONESTIDADE
João Machado
reconhece fraquezas


O treinador João Machado reconhece o mau momento ofensivo que a sua equipa atravessa, quando afirmou no fim da partida com o Progresso do Sambizanga,  que se pudesse votar à juventude, entrava em campo naquele jogo, para colocar o ASA em situação vantajosa.

“Tal como vocês viram, eu não posso voltar aos meus 25 anos de idade, para entrar em campo e ir à baliza adversária marcar golos. Se tivesse que haver um vencedor, hoje, tinha sido o ASA, pelas oportunidades claras que teve, inclusive de baliza aberta e não marcou”, clamou na ocasião o técnico, em jeito de reconhecer a fraqueza ofensiva dos seus atacantes, que desperdiçaram variadíssimas oportunidades de golo durante o jogo.

 Agastado com a desafinada pontaria demonstrada pelos atacantes, o treinador do ASA voltou a lançar um apelo aos pupilos, para se empenharem mais no trabalho, para que possam melhorar as performances ofensivas.

\"Isto, é futebol. Vamos trabalhar para ver se as coisas melhoram. Agora, temos um interregno, e vamos ver em que isso vai dar\", replicou João Machado, em jeito de desabafo. 

O ASA tem pela frente uma difícil deslocação na sétima jornada, vai a Calulo para defrontar o Recreativo do Libolo, um adversário com quem tem muita desvantagem nos últimos três anos futebolísticos (2016, 2015 e 2014), ao longo desses anos, os aviadores tiveram uma vitória de 1-0, no ano passado, e um empate a zero, na segunda volta de 2015. O resto se circunscreve em derrotas.