Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Girabola

Aviadores voltam a voar alto nos coqueiros

06 de Março, 2016

ASA derrotou ontem no Estdio dos Coqueiros o Recreativo da Cala, por 3-1

Fotografia: Jornal dos Desportos

A vitória aviadora contou com o contributo de Milex, aos 17', na cobrança de uma grande penalidade, David, aos 18' e Fofó, aos 32´, enquanto Landry fez o tento de honra dos caalenses, à passagem do 73º minuto da partida. Depois de duas derrotas concutivas e o pedido de demissão do técnico Hélder Teixeira, a formação CRC entrou de rompante, na tentativa de surpreender o adversário e chegar ao golo madrugador, mas os aviadores mantiveram-se serenos e tranquilos, aguentando a pressão.

 Em resposta à postura contrária, os pupilos de Robertinho vieram ao de cima com jogadas "venenosas", o que resultou no primeiro golo, apontado por Milex na sequência de uma grande penalidade, por derrube de Miro na grande área do Caála.

Ainda o primeiro tento estava a ser festejado e o ASA chegou ao segundo por intermédio de David, na sequência de um contra-ataque conduzido de Guelor que acabou por cruzar para o seu companheiro que finalizou da melhor forma.

A ganharem por duas bolas sem resposta, os aviadores espevitaram-se ainda mais e acabaram por fazer o terceiro tento aos 32', apontado por Fofó que, depois de um rasgo individual galgou terreno e já dentro da área rematou forte não dando hipotese de defesa do guarda-redes contrário. Na etapa complementar, o treinador Luís Aires, do conjunto vindo do Huambo, efectuou três substituições numa só sentada, o que tentou dar vida à equipa da Caála, pois, passou a aparecer cada vez mais na área aviadora, sobretudo, depois da expulsão de Fofó.

O ASA teve que recuar as suas pedras para defender o resultado e, apercebendo-se disso, o Caála tomou conta do jogo a partir do meio-campo adversário e chegou ao golo de honra aos 73´, numa altura em que os aviadores acusavam já algum nervosismo causado pela actuação da juíza. 

Reduzido o placar para 3-1, a equipa proveniente da vila da Caála passou a pressionar cada vez, e só não chegou ao segundo tento por mera sorte do ASA, porque oportunidades para tal não faltaram, mas em dia de azar, toda vontade é pouca. Por isso, pelo que produziu na primeira parte, o ASA foi um justo vencedor, pese embora a dinâmica dada pelo adversário na etapa complementar. Augusto Panzo