Jornal dos Desportos

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Girabola

Benfica de Luanda 0-0 Petro de Luanda

Jorge Neto - 30 de Outubro, 2016

No final era visvel no semblante dos jogadores e adeptos tricolores o sentimento de tristeza por morrer na praia

Fotografia: Nuno Flash

Na hora da verdade….o Petro foi segurado. Esta certamente é uma versão que os adeptos petrolíferos nunca esperaram nesta ponta final do campeonato, mas a realidade é que o Benfica de Luanda foi capaz de travar a equipa de Beto Bianchi (0-0) e afastá-la da corrida ao título.

No final, no semblante dos jogadores e adeptos tricolores, era visível o sentimento de tristeza por “morrer na praia” e entregar o título antecipado ao arqui-rival, 1º de Agosto, impedindo uma finalíssima, na última jornada. O desafio iniciou com uma toada de equilíbrio, embora os tricolores chegavam com maior perigo à baliza de Fernando, que se mostrou algo inseguro, deixando transparecer algum nervosismo.

Aos 30 minutos do jogo os petrolíferos reclamaram um penálti precedido de uma suposta falta sobre Job, mas o árbitro Pedro dos Santos estava perto
do lance e nada assinalou, para o descontento da formação que cobriu o estádio dos Coqueiros com os seus adeptos.

Persistia a ansiedade de quando iria surgir o golo da equipa orientada por Beto Bianchi que encontrou um adversário com a lição bem estudada, que  conseguia anular os avançados tricolores, Fabrício e Tiago Azulão.

No banco o técnico Beto Biacnhi não parava de transmitir orientações para os seus pupilos, pedindo mais intensidade e determinação para chegar ao golo o mais rápido possível. Job esteve bastante interventivo, levou a sua equipa para frente, servindo os seus colegas do ataque, mas que não tiveram sucesso nesta altura.

O Petro era a equipa que mais atacava e criava perigo, mas do outro lado, os benfiquistas não defendiam apenas, subiam as suas linhas quando podiam em busca de espaços da bem arrumada defesa tricolor, não fosse ela a menos batida do campeonato, daí as dificuldades que os pupilos de Zeca Amaral tinham para incomodar Gerson. As duas equipas foram para o intervalo com um nulo, com os tricolores mais preocupados em adiantar-se no marcador. Todavia, no reatamento, os numerosos e ruidosos adeptos petrolíferos, de ouvido na rádio, festejaram, por engano, o golo marcado pelo 1º de Agosto diante do ASA, no outro desafio decisivo. Chegou-se a pensar que os aviadores é que tinham festejado o tento. Todavia, o tempo ia passando e ficando mais escasso para a formação do Catetão, que tentava a todo o custo levar o perigo a baliza de Fernando, que ao contrário do que se previa, teve um segundo tempo mais tranquilo.

Aí a ansiedade começava a tomar conta dos jogadores tricolores, sabiam da vantagem do 1º de Agosto no outro jogo, e se não quisessem entregar já o título aos militares teriam que marcar. Foi assim que Mateus aos 77´cabeceou na pequena área dando a impressão de golo, mas debalde. Apesar do grande esforço as coisas não correram a feição e o empate nulo foi o resultado conseguido por ambas formações.

No final os adeptos tricolores aplaudiram a sua equipa num grande jeito de desportivismo.


DECLARAÇÕES

Ivo Campos
(Benfica de Luanda)


“Fizemos o nosso jogo”

“Sabíamos que o Petro iria tentar dominar o jogo e nós trabalhamos sobre isso e felizmente conseguimos defender bem e não sofremos golo. Gostaríamos de ter marcado, criamos oportunidades para isso, mas não finalizamos. Viemos para fazer o nosso jogo, tínhamos consciência de
que o Petro tinha outros objectivos, mas nós também trouxemos os nossos e atingimos”.


Beto Bianchi
(Petro de Luanda)

“Agradecemos pelo apoio”

“Foi um jogo muito difícil, o adversário esteve bem e acabou por complicar os nossos objectivos. Naturalmente que queríamos decidir o campeonato na última jornada, infelizmente com este empate já não é possível. Dizer que estes jogadores deram o seu máximo e estou feliz por tudo o que eles mostraram sobretudo nesta segunda parte do campeonato. Só nos resta levantar a cabeça e agradecer o apoio que recebemos dos adeptos que sempre nos acompanharam”.

ARBITRAGEM
Apito regular


O trabalho realizado pelo árbitro Pedro dos Santos esteve dentro daquilo que se esperava. O juiz internacional cumpriu com as regras do apito, acompanhou de perto as jogadas e decidiu sempre com autoridade, sem deixar dúvidas. A equipa do Petro de Luanda chegou a reclamar de um penálti sobre Job, mas árbitro deixou passar, por entender que nada aconteceu, por isso, ele fica o benefício da dúvida. Os assistentes Pedro Futa e Domingos Cordeiro souberam acompanhar o seu chefe de equipa, certos nos lances de fora de jogo, por sinal poucos, durante o dérbi.


MELHOR EM CAMPO
Atitude de Jeferson


O defesa central benfiquista personificou a atitude da sua equipa, foi um autêntico patrão naquele sector, impedindo com que os avançados tricolores, Fabrício e Tiago Azulão marcassem, interrompendo boa sequência de golos que traziam para este dérbi. Transmitiu confiança aos seus colegas que o acompanharam no empate diante dos petrolíferos. O brasileiro esteve forte tanto no jogo aéreo como no rentinho ao relvado.