Jornal dos Desportos

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Girabola

Benfica de Luanda derrota Kabuscorp do Palanca

Paulo Caculo - 10 de Outubro, 2015

Benfica vence Kabuscorp por 1-0

Fotografia: Jos Cola

O jogo entre Kabuscorp do Palanca e Benfica de Luanda, disputado ontem, no estádio dos Coqueiros, tinha tudo para ser um grande espectáculo de futebol. Mas não o foi. Tudo porque as duas equipas entraram para o desafio com um futebol pouco atractivo, onde esteve ausente a beleza das jogadas envolventes e dos lances de cortar a respiração.

A vitória das águias, por 1-0, justifica-se pela capacidade concretizadora que teve a equipa de Zeca Amaral, perante um adversário bastante perdulário.

A primeira hora de jogo não produziu grande história para contar, sendo que a divisão na posse do esférico e na disposição de oportunidades de golo traduzia um claro equilíbrio que, até à passagem do minuto 30, chegou a pensar-se que fosse manter-se.

A verdade é que a exibição do Kabuscorp registou uma ligeira quebra, facto confirmado com o ascendente do Benfica, que passou a jogar mais próximo à baliza de Mário que, antes disso, diga-se em amor à verdade, esteve apenas a assistir.

Como prova também deste crescimento do futebol das águias, numa das jogadas de belo efeito e com grande perigo, aos 33´, o guarda-redes do conjunto do Palanca choca com violência com o avançado Bena e sai maltratado do lance, tendo obrigado a intervenção da equipa médica dos palanquinos, no relvado, durante cinco minutos.

Incapaz de recuperar da lesão, Mário viria a constituir para o Kabuscorp a grande contrariedade na partida, tendo sido obrigado a deixar o lugar para Hugo. E como se não bastasse isso, a equipa do Palanca acabaria por sofrer o golo, aos 40´, por intermédio de Fabrício, numa perfeita execução de cabeça.

A história do jogo não se alterou na segunda parte. Continuou a pertencer ao Benfica a iniciativa de ataque, enquanto o Kabuscorp tentava ripostar com jogadas de profundidade, privilegiando o futebol pelos extremos.

Os palanquinos estiveram muito pressionantes nos 20 minutos derradeiros, mas nem Meyong, muito menos Mano tinham espaços para visar a baliza contrária. O jogo acabou com o Kabuscorp a fustigar o último reduto do Benfica, que se limitou a defender muito bem a vantagem.

O árbitro Mauro de Oliveira fez um trabalho que podia ter passado despercebido, não fosse o penálti não assinalado, resultante de uma falta sobre Lamy, aos 79´